








Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves


Os chineses e os japoneses bebem chá quente (de preferência, chá verde) durante as refeições. Nunca água gelada ou bebidas geladas. Líquidos gelados durante e após as refeições solidificam os componentes oleosos dos alimentos, retardando a digestão. Reagem com os ácidos digestivos e serão absorvidos pelo intestino mais depressa do que os alimentos sólidos, demarcando o intestino e endurecendo as gorduras, que permanecerão por mais tempo no intestino. Daí o valor de um chá morno ou até água morna depois de uma refeição. Facilita a digestão e amolece as gorduras para serem expelidas mais rapidamente, o que também ajuda no emagrecimento.
Entrei para a carreira docente cheia de expectativas, entre elas a de que, completados 36 anos de serviço, poderia enfim ter direito a uma merecida reforma, cumprida a carreira contributiva prevista na lei.Algum dia o poema será a buganvília
pendente deste muro da Calçada da Graça.
Produz uma semente que faz esquecer os jornais, o emprego e a família,
e além disso tudo atapeta o passeio alegrando quem passa.
Mas antes desse dia há-de secar a buganvília
e o varredor há-de levar as flores secas para o monturo.
Depois cairá o muro.
E como o tempo passa
mesmo contra a vontade,
também há-de acabar a Calçada da Graça
e o resto da cidade.
Então, quando nada restar, nem o pó de um sorriso
que é o mais leve de tudo que se pode supor,
será esse o momento de o poema ser flor,
mas já não é preciso.
António Gedeão
Texto de João Pereira Coutinho, Jornalista.


poesia de Arnaldo Jabor
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e
supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria
tão rara hoje em dia .
Por muito pouco, a madame que parece uma 'lady' solta
palavrões e berros que lembram as antigas 'trabalhadoras do cais'...
E o bem comportado executivo?
O 'cavalheiro' se transforma numa 'besta selvagem'
no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da
vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma 'mala sem alça'.
Aquela velha amiga uma 'alça sem mala', o emprego
uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o
passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele
pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos
bancos e balancei a cabeça, inconformado...
Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto
maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem
tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito,
a paciência sintética dos calmantes está cada vez
mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é 'ansioso demais' onde ele quer chegar?
Qual é a finalidade de sua vida?
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de
sua resposta.
E você?
Onde você quer chegar?
Está correndo tanto para quê?
Por quem?
Seu coração vai aguentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
A empresa que você trabalha vai acabar?
As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia
vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...
Um escritor caminhava à beira-mar de manhã para se inspirar e à tarde ficava em casa a escrever. Certo dia, viu que uma criança que apanhava estrelas-do-mar na areia e, uma por uma, as colocava no mar. "
-"Porque fazes isso?" - perguntou o escritor.
- "O senhor não está a ver?!" - explicou a criança - "a maré está baixa e o sol está muito quente. As estrelinhas-do-mar vão secar e morrer se ficarem aqui na areia".
O escritor espantou-se.
- "Existem milhares de praias neste mundo e milhões de estrelas-do-mar. Que diferença irá fazer? Tu salvas umas poucas, mas a maioria acaba por morrer".
A criança parou a olhar para o escritor, mas instantes depois pegou noutra estrela-do-mar, colocou-a no mar e disse ao escritor:
- "A esta fiz diferença".
E seguiu caminho continuando a sua "missão".
Naquela noite, o escritor não conseguiu dormir, e, pela manhã, voltou à praia ao encontro da criança. Uniu-se a ela e, juntos, começaram a devolver as estrelas-do-mar ao oceano.
Autor desconhecido

Em vez de odiar.
Escolhe rir
Em vez de chorar.
Escolhe criar
Em vez de destruir.
Escolhe perseverar
Em vez de renunciar.
Escolhe louvar
Em vez de criticar.
Escolhe curar
Em vez de ferir.
Escolhe actuar
Em vez de adiar.
Escolhe viver
Em vez de morrer.






A rolling stone gathers no moss.