segunda-feira, julho 31, 2006

Magnólia


Plantei, há anos já, duas magnólias no meu jardim. Esperei, esperei, e uma delas, o ano passado, lá deu uma flor. Desconfio que é outra triste, destinada a ser filha única, como eu...

Companheira da blogosfera, Magnólia, diz-me o que hei-de fazer, para a minha magnólia dar mais flores! Rego, adubo...nada. Será que devo falar com ela?


Exemplo...


...de humildade e sabedoria:

"Sou o mais antigo aluno de cinema europeu"

Manoel de Oliveira, 98 anos



domingo, julho 30, 2006

Crescer com apoio

Também nós,
deitada a semente à terra,
temos a capacidade
de crescer,
precisando
de água e sol,
às vezes adubo.

Mas também
é verdade que
não crescemos
sós.

Faz-nos falta
sempre
algum
apoio.

Conhecer para amar

29Jul2006
uvas de mesa, casa da MCR, Canhas, Madeira


"Quem nada conhece, nada ama,
(...)
Quanto maior for o conhecimento inerente a uma coisa,
tanto maior será o amor.
Aqueles que julgam que os frutos
amadurecem ao mesmo tempo como as cerejas,
é porque nada sabem acerca das uvas."

Paracelso, químico, astrónomo e alquimista suiço, séc.XVI

Casamentos de Agosto


Em Maio dá-se, em Portugal, a abertura oficial da época dos casamentos. Por tradição e pela conveniência do bom tempo.
Na Madeira, os meses de Julho e Setembro são os mais populares entre os noivos, aproveitando as férias e a vinda dos familiares e amigos de fora.
Os casamentos são sempre ao sábado. E é ver os sábados, nesses meses, ocupados com as festas - floristas, modistas, fotógrafos, pasteleiros, cabeleireiros, esteticistas... todos numa azáfama.
E o mês de Agosto?
Pois é... em Agosto só se casam alguns corajosos que não sejam supersticiosos, pois muitos acreditam que casamento em Agosto... dá desgosto e acham melhor não arriscar. Assim, o dia de ontem, ultimo sábado de Julho, ficou assinalado como o dia do ano no qual se realizaram mais enlaçes matrimoniais, facto que até constituiu notícia na comunicação social.
Eu, que me considero uma pessoa racional e esclarecida, não vacilei, quando a minha filha mais velha anunciou a sua intenção de casar em Agosto. Se os meus pais tiveram 56 anos de um enlaçe feliz, realizado em Agosto, só podia desejar que o êxito se repetisse na nova geração. Mas lembro-me do ar surpreendido e até apreensivo com que alguns familiares e amigos ouviram a notícia. Ela não tem medo de casar em Agosto? Ora, ora, em todos os meses há casamentos que dão errado, e em todos há os que dão certo. Não cabe nisso superstição.
Mas confesso que, fora do calendário, tenho também as minhas superstições, não há como negar esse facto. Se encontro uma borboleta branca a esvoaçar na minha direcção, acredito que alguma coisa de bom vai acontecer. Não me sento numa mesa onde já estejam doze e nunca deixo que três pessoas façam uma cama. Não passo debaixo de uma escada, fico aliviada quando uma sexta-feira 13 chega ao fim e sempre entrei para as salas de exame com o pé direito...
E por aqui fico, senão não poderei voltar a afirmar-me racional e esclarecida...

Como manter uma boa saúde mental?


Salvador Dalí
Galateia de Esferas, 1952
Óleo sobre tela, 65x54 cm
Figueras, Fundación Gala-Salvador Dalí

Reencontrei há dias um folheto anunciando a Feira de Saúde Mental organizada, em Dezembro, pela Associação dos Familiares e Amigos do Doente Mental da Região Autónoma da Madeira (AFARAM) que tem como objectivos principais a criação de estruturas de acolhimento dos doentes mentais, promoção de iniciativas para a sua integração, apoio à família, formação e educação destes doentes e informação à comunidade em geral.
A lista de respostas à pergunta do título parece-me merecer destaque e uma boa reflexão.
Aqui fica:
Não se isole;
Reforce os laços familiares;
Envolva-se activamente em questões sociais;
Diversifique interesses;
Mantenha-se intelectualmente e fisicamente activo;
Mantenha uma alimentação saudável;
Exteriorize sentimentos;
Seja realista;
Não se imponha objectivos muito elevados;
Modere o perfeccionismo;
Aceite a diferença;
Seja mais tolerante;
Brinque/ Cante/ Solte-se;
Aprenda a relaxar;
Arranje tempo para si;
Organize-se/ Planifique as suas actividades;
Durma o suficiente;
Não se prenda a situações irremediáveis;
Não seja obstinado;
Seja optimista.

Estou em dizer que estes conselhos, bem postos em prática, podem conseguir muito mais do que afastar de nós a possibilidade de nos virmos a tornar doentes mentais. Acho até que trariam mais paz ao mundo, fim às guerras e felicidade geral.
Que tal afixar a listinha em sítio bem visível do nosso quotidiano e relê-la de vez em quando?

quarta-feira, julho 26, 2006

Festejámos assim o Dia dos Avós



Fomos ao Madeira Magic, que está aqui: www.madeira-magic.com ver, entre muitas outras coisas, um vídeo de animação a 3 dimensões que conta a história do lobo marinho Funchalinho. O neto, ao colo da tia e ao lado da avó, portou-se à altura da ocasião: esteve atento durante os 15 minutos do filme, usou os óculos especiais e não teve medo das imagens tridimensionais que pareciam vir ter com ele. Ao lobo marinho chamou foca e a um dos peixes Nemo, mas esteve muito atento à história, como se tivesse mais do que os dois anos que tem.




O mesmo namorado


há exactamente 32 anos.
O que me falta em imaginação, sobra-me, com vantagem, em amor!!


Dia dos Avós e Bisavós


Neste dia , em geito de homenagem a todos os Avós, um excerto de José Saramago:

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia, Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animalzinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algunas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira." Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para todas as pessoas da casa, a figueira. Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz nocturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direcção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?" Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas. Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo.(...)


sexta-feira, julho 21, 2006

terça-feira, julho 18, 2006

Maxine


Mas que velhinha danada! Apresentaram-ma esta semana e fiquei a gostar . Às vezes apetece ter uma atitude parecida com a dela.

domingo, julho 16, 2006

Fundação Calouste Gulbenkian



A Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários são a
Arte, a Beneficência, a Ciência e a Educação. Criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português a 18 de Julho de 1956.

A Fundação está a comemorar 50 anos. Durante toda a minha vida, habituei-me a colocá-la, na minha escala de valores, entre o que de melhor Portugal tem.


Primeira separação


Quando eu tinha cinco anos mudámos de casa pela primeira vez.
Minha mãe, de certo por achar que eu já não estava em idade de usar o meu cavalo de baloiço, não me deixou levá-lo para a nova casa. Dizia-me que lá não haveria espaço para ele...
Ainda vejo o meu lindo cavalo de baloiço, abandonado e triste.
Pode ser que venha morar aqui um menino que goste do teu cavalinho e brinque com ele, dizia-me a minha mãe, quando saímos, deixando-o ficar.
Mas, ao chegar à casa nova, afinal cheia de espaço, não conseguia parar de pensar no meu cavalo de baloiço. Sentia tanto a falta dele!
Pela vida fora fui perdendo, sem querer, tantos outros objectos que me tinham acompanhado, durante anos. Não eram apenas objectos perdidos. Eram pedaços da própria vida que ficavam pelo caminho...


Cena 2: É uma menina!!!

Estou duplamente em posição de poder dizer que hoje já não é assim, mas quando eu estava para nascer, cinco anos e vários precalços passados, o meu pai sonhava ardentemente com um filho homem.
Não havia ecografias, claro está, a expectativa era grande.
Momentos antes o meu pai garantia ao médico: Se fôr rapaz, tenho ali no frigorífico uma garrafa de champanhe. Se fôr menina...bebemos um copo de água.
Cheguei.
É uma menina! E agora? , perguntou o médico .
Bebemos o champanhe! respondeu o meu pai, esquecida para sempre a água.

Cena 1: Uma certeza




Do novo serviço de urgência às velhas catacumbas, do primeiro choro ao primeiro banho, da evidente falta de pessoal às solidárias manobras do sótão, as rotinas da maior maternidade do país fazem-se de milagres e transcendências. A vida estreia-se ali, em média, 16 vezes por dia. Mais de 6 mil vezes por ano, mais de meio milhão de partos desde o Inverno de 1932, quando foi inaugurada, sobre os alicerces de um templo, a primeira maternidade de Lisboa concebida e construída de raiz.

Maternidade Dr Alfredo da Costa.
Ali mesmo, a cinco minutos de distância, moravam os meus pais. Natural seria eu ter nascido na maternidade, prática corrente, pelo menos nos grandes centros urbanos, em meados do século passado.
Mas não!
O meu pai, homem muito determinado, conseguiu convencer o médico obstetra Dr Sherman de Macedo e a sua enfermeira/parteira Emília a assistir o parto ... em casa!!
Porquê?
Porque, dias antes, as notícias tinham relatado, em grandes títulos, um caso ocorrido na maternidade: dois bébés haviam sido trocados!
Chocadissimo, o meu pai não queria correr o risco de acontecer o mesmo com o seu tão esperado e desejado bébé.
Nasci em casa! Com assistência de primeira linha!
Por isso, tenho a certeza de que sou, realmente, a filha dos meus pais...
Eu sou, sem sombra de dúvida, EU!



sábado, julho 15, 2006

Os contra-destino

Um dia...
... um casal jovem e apaixonado, à maneira dos romances de Camilo, fugiu para casar.
Ele, pre-destinado desde o nascimento à vida eclesial e ao celibato, a fim de realizar o sonho de sua mãe, que não o seu.
Ela, obrigada a um destino traçado por pai tirano: ficar em casa, envelhecendo celibatária, a cuidar do progenitor, viúvo, solitário e amargo.
Era o ano de 1944.
Voltaram costas ao pre-destino e foram, país fora, sem mais do que a sua vontade comum e o seu amor, traçar o seu próprio caminho. Renegados pela família. Apoiados pelos amigos.
A dois. Sem nunca se separarem um instante, durante quase 57 anos.
"Quando um fôr, vai o outro!" afirmaram toda a vida, olhando-se nos olhos, como quem exercita essa determinação. Não fôra o destino traçar-lhes outra.
Até que a morte veio buscar o primeiro.
Dezasseis meses depois, o outro.
À maneira de romance de Camilo.
Por causa desta história...
Acredito que não há destino, senão aquele que nós próprios traçamos.
Acredito nos amigos, mesmo quando a família nos falta.
Acredito, sobretudo, no amor.

domingo, julho 09, 2006

Viva Italia!


Tristeza

Hoje estou muito triste, mas não é pelo nosso 4º lugar no Campeonato Mundial. É pela notícia da morte de seis bombeiros que tentavam combater um enorne incêndio no norte do país. Com a euforia do futebol andavamos esquecidos das nossas dificuldades e o flagelo dos incêndios, mal começa o verão, é uma das maiores. Quando é que vamos ter condições de acabar com a destruição das nossas matas e florestas? Quando é as entidades responsáveis vão tomar verdadeiras medidas que travem esta desgraça que nos priva, todos os anos, de enormes àreas verdes? E nos deixa de luto pelos que perdem a vida neste combate desigual.



sexta-feira, julho 07, 2006

Símbolo da Pátria


Aprender a conhecer a bandeira de Portugal , mesmo não tendo idade para saber o que fazer com ela...

quinta-feira, julho 06, 2006

Qual Requiem! Gloria!

Ontem à noite estava com um sentimento de derrota. Dormida uma noite e, depois de uma caminhada ao sol, que acordou luminoso e quente, vejo com mais clareza o que aconteceu.
Qual derrota! Vencedores são os nossos rapazes da selecção e o "nosso" Felipão, que conseguiram um feito notável: mostraram ser uma grande equipa, estão entre os melhores do mundo, atrairam todas as atenções, jogaram com afinco. O país mobilizou-se à volta deles, animou-se e ontem gritou "Viva Portugal!" até ao fim do dia. E ainda estamos todos lá, à espera do próximo jogo.
Vamos é tratar de aproveitar esta "embalagem", para cuidar do país e das nossas vidas com a mesma garra que mostramos nestes dias!

quarta-feira, julho 05, 2006

Tudo o que parecia... não era



Ontem fui convidada para um almoço vegetariano confeccionado por um grupo de colegas do Departamento de Professores Aposentados do Sindicato de Professores da Madeira. 45 participantes degustaram uma grande variedade de pratos principais, acompanhamentos e sobremesas, num ambiente descontraído e de convívio agradável.
Iniciada nestas lides, amiga do bom peixinho fresco e às vezes até do bom bife, tive de pedir explicações sobre a ementa, pois tudo o que me parecia...não era: as almôndegas pareciam de carne, mas eram... de requeijão, o bacalhau à brás... de bacalhau só tinha a aparência, a feijoada... não tinha carnes, a lasanha...era de vegetais, o bolo que parecia de chocolate... era de alfarroba, o pudim de ovos não os tinha, era de abóbora... enfim, comida deliciosa mas simples, saudával, leve, agradável à vista e ao paladar : Tofu picante, arroz de castanhas, estufado de abóbora...huuum, uma proposta sábia e saudável.
O almoço vegetariano é anual. Para o ano vou voltar lá! Gostei imenso, mas ... não me vejo a abdicar do peixinho fresco , do bitoque e dos docinhos com ovos ...

Allons! Enfants ...



...de MA Patrie!
Le jour de gloire est arrivé!


segunda-feira, julho 03, 2006

E nós, Brasileiros!


Portugal tinha ganho à Inglaterra. Era a festa! Daí a pouco, os ânimos esfriaram. Nosso irmão Brasil estava a perder com a França. Ao atravessar a cidade a pé, como tantas vezes fazemos ao fim do dia, no Largo do Município, transformado em "Mundialódromo", assistimos, na tela gigante, aos dramáticos minutos finais do último jogo, no meio de muitos brasileiros aqui residentes, embrulhados nas suas bandeiras ou vestindo camisas de apoio à sua selecção. Perante o desfecho, já esperado, vão-se afastando dali, silenciosos e desanimados. Mais adiante, já na rua da Carreira, passa por nós um grupo de brasileiros onde se destaca um que não está triste nem cabisbaixo. Vira-se para nós com ar jovial e diz: "P'rá mim 'tá tudo baum. Eu sou pórrtuguês!".


Com Ludwig van...ontem à noite


Terminaram as comemorações dos 30 anos de Autonomia com a execução integral da Quinta Sinfonia de Beethoven, no Parque de Santa Catarina. Uma noite magnífica, uma interpretação com a "prata da casa", muito boa, e fogo de artifício a terminar, em grande.

Madeirenses e visitantes, muitos ! , andavam mesmo com aquele espírito da Ode de Schiller, que aqui me apetece reproduzir, na minha língua de trabalho... A Paz, a Fraternidade, andaram no ar. Pelo menos tudo o que é bom pareceu-nos alcalçável... enquanto duraram os acordes...



ODE AN DIE FREUDE

(Text von Friedrich von Schiller,
Musik von Ludwig van Beethoven)

FREUDE, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, Dein Heiligtum!

Deine Zauber binden wieder,
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo Dein sanfter Flügel weilt.

Wem der große Wurf gelungen,
eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
mische seinen Jubel ein!

Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer's nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.

FREUDE trinken alle Wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
folgen ihrer Rosenspur.

Küsse gab sie uns und Reben,
einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust war dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor GOTT!

Froh wie seine Sonnen fliegen,
Durch des Himmels prächt'gen Plan,
Laufet, Brüder, Eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen!

Seid umschlungen, Millionen!
Diesen Kuss der ganzen Welt!
Brüder, über'm Sternenzelt,
muss ein lieber VATER wohnen!

Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest Du den SCHÖPFER, Welt?
Such ihn über'm Sternenzelt!
Über Sternen muss ER wohnen!



Quelle: www. puramaryam.de/ Berlin

sábado, julho 01, 2006

Foi há nove anos que ele foi


foto trabalhada em computador pelo pintor Danilo Gouveia


"A sombra do bambu varre a calçada toda a noite,
sem todavia levantar um grão de poeira.
O luar penetra até ao fundo da lagoa,
sem deixar qualquer vestígio na água"

O nosso Pai, Avô e Bisavô
Da mesma forma presente nas nossas vidas


Feliz aniversário, Carmo!

Muitas graças temos que dar...


Enquanto na Sé Catedral do Funchal se rezava o Te Deum, em acção de graças habitual no Dia da Região Autónoma da Madeira, a selecção portuguesa de futebol fazia sofrer o país no prolongamento do jogo com a Inglaterra. Acabou tudo bem, já estamos nas meias finais e os cânticos lá dentro do templo soaram em simultâneo com o barulho dos festejos cá fora: foguetes, buzinas, vozes nas ruas e até o apito dos navios no cais. A festa foi total, para a Madeira e para Portugal inteiro!

I'm sooo glad we've won...



... I just wish you didn't have to lose.

Que sofrimento!!!

Bandeira Nacional


WE
' RE IN!!!!



Mad Hatter's Tea Party - Today!

Hoje, às 4 da tarde, vamos servir-lhes... o chá!

O "brinquinho"

O Bailinho da Madeira

O "brinquinho" é o instrumento regional típico da Madeira, em que um grupo vestido com o traje regional dança em torno.

Este instrumento musical é composto por um conjunto de bonecos de paus (vestidos com o traje tradicional), castanholas e fitilhos, dispostos numa cana de roca e movimentado pelo portador, com movimentos verticais.

A maioria das pessoas conhece este "bailinho". No entanto existe outro, mais popular e rústico chamado "brinco", que os camponeses tocam nos arraiais típicos.

Sem qualquer regra ou restrição, é cantado e bailado por todos. Basta querer entrar na roda.

O "brinquinho" é apenas utilizado no bailinho coreografado que surgiu quando começaram a aparecer os primeiros ranchos folclóricos, há cerca de 50 anos. Actualmente são estes que retratam as danças e cantares da Ilha da Madeira