Companheira da blogosfera, Magnólia, diz-me o que hei-de fazer, para a minha magnólia dar mais flores! Rego, adubo...nada. Será que devo falar com ela?
Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves
segunda-feira, julho 31, 2006
Magnólia
Companheira da blogosfera, Magnólia, diz-me o que hei-de fazer, para a minha magnólia dar mais flores! Rego, adubo...nada. Será que devo falar com ela?
Exemplo...
domingo, julho 30, 2006
Crescer com apoio
Conhecer para amar
"Quem nada conhece, nada ama,
(...)
Quanto maior for o conhecimento inerente a uma coisa,
tanto maior será o amor.
Aqueles que julgam que os frutos
amadurecem ao mesmo tempo como as cerejas,
é porque nada sabem acerca das uvas."
Paracelso, químico, astrónomo e alquimista suiço, séc.XVI
Casamentos de Agosto

Na Madeira, os meses de Julho e Setembro são os mais populares entre os noivos, aproveitando as férias e a vinda dos familiares e amigos de fora.
Os casamentos são sempre ao sábado. E é ver os sábados, nesses meses, ocupados com as festas - floristas, modistas, fotógrafos, pasteleiros, cabeleireiros, esteticistas... todos numa azáfama.
E o mês de Agosto?
Pois é... em Agosto só se casam alguns corajosos que não sejam supersticiosos, pois muitos acreditam que casamento em Agosto... dá desgosto e acham melhor não arriscar. Assim, o dia de ontem, ultimo sábado de Julho, ficou assinalado como o dia do ano no qual se realizaram mais enlaçes matrimoniais, facto que até constituiu notícia na comunicação social.
Eu, que me considero uma pessoa racional e esclarecida, não vacilei, quando a minha filha mais velha anunciou a sua intenção de casar em Agosto. Se os meus pais tiveram 56 anos de um enlaçe feliz, realizado em Agosto, só podia desejar que o êxito se repetisse na nova geração. Mas lembro-me do ar surpreendido e até apreensivo com que alguns familiares e amigos ouviram a notícia. Ela não tem medo de casar em Agosto? Ora, ora, em todos os meses há casamentos que dão errado, e em todos há os que dão certo. Não cabe nisso superstição.
Mas confesso que, fora do calendário, tenho também as minhas superstições, não há como negar esse facto. Se encontro uma borboleta branca a esvoaçar na minha direcção, acredito que alguma coisa de bom vai acontecer. Não me sento numa mesa onde já estejam doze e nunca deixo que três pessoas façam uma cama. Não passo debaixo de uma escada, fico aliviada quando uma sexta-feira 13 chega ao fim e sempre entrei para as salas de exame com o pé direito...
E por aqui fico, senão não poderei voltar a afirmar-me racional e esclarecida...
Como manter uma boa saúde mental?
Figueras, Fundación Gala-Salvador Dalí
A lista de respostas à pergunta do título parece-me merecer destaque e uma boa reflexão.
Reforce os laços familiares;
Envolva-se activamente em questões sociais;
Diversifique interesses;
Mantenha-se intelectualmente e fisicamente activo;
Mantenha uma alimentação saudável;
Exteriorize sentimentos;
Seja realista;
Não se imponha objectivos muito elevados;
Modere o perfeccionismo;
Aceite a diferença;
Seja mais tolerante;
Brinque/ Cante/ Solte-se;
Aprenda a relaxar;
Arranje tempo para si;
Organize-se/ Planifique as suas actividades;
Durma o suficiente;
Não se prenda a situações irremediáveis;
Não seja obstinado;
Seja optimista.
Que tal afixar a listinha em sítio bem visível do nosso quotidiano e relê-la de vez em quando?
sábado, julho 29, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
Festejámos assim o Dia dos Avós


Dia dos Avós e Bisavós
sexta-feira, julho 21, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Maxine
domingo, julho 16, 2006
Fundação Calouste Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários são a Arte, a Beneficência, a Ciência e a Educação. Criada por disposição testamentária de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo Estado Português a 18 de Julho de 1956.
Primeira separação

Minha mãe, de certo por achar que eu já não estava em idade de usar o meu cavalo de baloiço, não me deixou levá-lo para a nova casa. Dizia-me que lá não haveria espaço para ele...
Ainda vejo o meu lindo cavalo de baloiço, abandonado e triste.
Pode ser que venha morar aqui um menino que goste do teu cavalinho e brinque com ele, dizia-me a minha mãe, quando saímos, deixando-o ficar.
Mas, ao chegar à casa nova, afinal cheia de espaço, não conseguia parar de pensar no meu cavalo de baloiço. Sentia tanto a falta dele!
Pela vida fora fui perdendo, sem querer, tantos outros objectos que me tinham acompanhado, durante anos. Não eram apenas objectos perdidos. Eram pedaços da própria vida que ficavam pelo caminho...
Cena 2: É uma menina!!!
Estou duplamente em posição de poder dizer que hoje já não é assim, mas quando eu estava para nascer, cinco anos e vários precalços passados, o meu pai sonhava ardentemente com um filho homem.Momentos antes o meu pai garantia ao médico: Se fôr rapaz, tenho ali no frigorífico uma garrafa de champanhe. Se fôr menina...bebemos um copo de água.
Cheguei.
É uma menina! E agora? , perguntou o médico .
Bebemos o champanhe! respondeu o meu pai, esquecida para sempre a água.
Cena 1: Uma certeza

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sábado, julho 15, 2006
Os contra-destino
Um dia...... um casal jovem e apaixonado, à maneira dos romances de Camilo, fugiu para casar.
Ele, pre-destinado desde o nascimento à vida eclesial e ao celibato, a fim de realizar o sonho de sua mãe, que não o seu.
Ela, obrigada a um destino traçado por pai tirano: ficar em casa, envelhecendo celibatária, a cuidar do progenitor, viúvo, solitário e amargo.
Era o ano de 1944.
Voltaram costas ao pre-destino e foram, país fora, sem mais do que a sua vontade comum e o seu amor, traçar o seu próprio caminho. Renegados pela família. Apoiados pelos amigos.
"Quando um fôr, vai o outro!" afirmaram toda a vida, olhando-se nos olhos, como quem exercita essa determinação. Não fôra o destino traçar-lhes outra.
Até que a morte veio buscar o primeiro.
Dezasseis meses depois, o outro.
À maneira de romance de Camilo.
Por causa desta história...
Acredito que não há destino, senão aquele que nós próprios traçamos.
Acredito nos amigos, mesmo quando a família nos falta.
Acredito, sobretudo, no amor.
domingo, julho 09, 2006
Tristeza
Hoje estou muito triste, mas não é pelo nosso 4º lugar no Campeonato Mundial. É pela notícia da morte de seis bombeiros que tentavam combater um enorne incêndio no norte do país. Com a euforia do futebol andavamos esquecidos das nossas dificuldades e o flagelo dos incêndios, mal começa o verão, é uma das maiores. Quando é que vamos ter condições de acabar com a destruição das nossas matas e florestas? Quando é as entidades responsáveis vão tomar verdadeiras medidas que travem esta desgraça que nos priva, todos os anos, de enormes àreas verdes? E nos deixa de luto pelos que perdem a vida neste combate desigual.sexta-feira, julho 07, 2006
Símbolo da Pátria
quinta-feira, julho 06, 2006
Qual Requiem! Gloria!
Ontem à noite estava com um sentimento de derrota. Dormida uma noite e, depois de uma caminhada ao sol, que acordou luminoso e quente, vejo com mais clareza o que aconteceu.quarta-feira, julho 05, 2006
Tudo o que parecia... não era

Iniciada nestas lides, amiga do bom peixinho fresco e às vezes até do bom bife, tive de pedir explicações sobre a ementa, pois tudo o que me parecia...não era: as almôndegas pareciam de carne, mas eram... de requeijão, o bacalhau à brás... de bacalhau só tinha a aparência, a feijoada... não tinha carnes, a lasanha...era de vegetais, o bolo que parecia de chocolate... era de alfarroba, o pudim de ovos não os tinha, era de abóbora... enfim, comida deliciosa mas simples, saudával, leve, agradável à vista e ao paladar : Tofu picante, arroz de castanhas, estufado de abóbora...huuum, uma proposta sábia e saudável.
O almoço vegetariano é anual. Para o ano vou voltar lá! Gostei imenso, mas ... não me vejo a abdicar do peixinho fresco , do bitoque e dos docinhos com ovos ...
segunda-feira, julho 03, 2006
E nós, Brasileiros!

Com Ludwig van...ontem à noite

Madeirenses e visitantes, muitos ! , andavam mesmo com aquele espírito da Ode de Schiller, que aqui me apetece reproduzir, na minha língua de trabalho... A Paz, a Fraternidade, andaram no ar. Pelo menos tudo o que é bom pareceu-nos alcalçável... enquanto duraram os acordes...
(Text von Friedrich von Schiller, FREUDE, schöner Götterfunken, Deine Zauber binden wieder, Wem der große Wurf gelungen, Ja, wer auch nur eine Seele FREUDE trinken alle Wesen Küsse gab sie uns und Reben, Froh wie seine Sonnen fliegen, Seid umschlungen, Millionen! Ihr stürzt nieder, Millionen? |
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sábado, julho 01, 2006
Foi há nove anos que ele foi
sem todavia levantar um grão de poeira.
O luar penetra até ao fundo da lagoa,
sem deixar qualquer vestígio na água"
O nosso Pai, Avô e Bisavô
Da mesma forma presente nas nossas vidas
Muitas graças temos que dar...

O "brinquinho"
O Bailinho da Madeira
O "brinquinho" é o instrumento regional típico da Madeira, em que um grupo vestido com o traje regional dança em torno.
Este instrumento musical é composto por um conjunto de bonecos de paus (vestidos com o traje tradicional), castanholas e fitilhos, dispostos numa cana de roca e movimentado pelo portador, com movimentos verticais.
A maioria das pessoas conhece este "bailinho". No entanto existe outro, mais popular e rústico chamado "brinco", que os camponeses tocam nos arraiais típicos.
Sem qualquer regra ou restrição, é cantado e bailado por todos. Basta querer entrar na roda.
O "brinquinho" é apenas utilizado no bailinho coreografado que surgiu quando começaram a aparecer os primeiros ranchos folclóricos, há cerca de 50 anos. Actualmente são estes que retratam as danças e cantares da Ilha da Madeira



















