
Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves
domingo, dezembro 31, 2006
Adeus 2006!

Em 2006
33
31
30
25
35
2
Quem tiver tempo e paciência, encaixe os números no lugar certo.
sábado, dezembro 30, 2006
sábado, dezembro 23, 2006
Feliz Natal para eles
Todos aqueles
Que não têm tecto
Os que não têm trabalho
Os que não têm família nem amigos
Os que estão doentes e sós
Ou não têm dinheiro para medicamentos
Os que não têm esperança
Nem vontade de sorrir às crianças
Para todos
Os que se cruzaram no meu caminho
E eu deixei seguir sem nada fazer por eles
Para eles
Eu queria um Natal Feliz
Hoje
E
Todos
Os
Dias
Saudades de outros Natais
terça-feira, dezembro 19, 2006
Menino d' oiro
O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso
Que é pequenino
Não façam caso
Que é pequenino
O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro
Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros
Do meu menino
Do meu menino
Do meu menino
Venham comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino
No meu ternó
Levo o menino
No meu ternó
domingo, dezembro 17, 2006
Eu, na era da blogosfera ou muito antes
Sou um grão de areia. Infinitamente pequena e insignificante.
Nada de novo. Isso eu já sabia reconhecer, muito antes do aparecimento da blogosfera.
"Missas do Parto" - Uma Tradição Madeirense
Entre 16 e 24 de Dezembro, desde tempos imemoriais, decorrem por toda a ilha da Madeira novenas em honra de Nossa Senhora , a 'Virgem do Parto', Maria Mãe de Jesus, como forma de preparação para o Natal.
As nove Eucaristias são celebradas de madrugada, antes do nascer do sol e, mesmo com tempo frio, muitos fiéis acorrem à igreja e, depois da missa, tomam uma bebida quente, por vezes um café com um cheirinho de aguardente de cana e mel ou um copo de cacau e uma 'poncha'. Nalgumas paróquias uma banda filarmónica acompanha-os pelo caminho.
As missas são muito alegres e participadas, sendo entoados diversos cânticos em louvor da Virgem Maria.
Apesar da mudança dos tempos e dos hábitos, a tradição tem sido mantida. Até mesmo nas cidades.
A importância de falar idiomas
Uma fábula moderna...
O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora, miava:
- MIAU, MIAU, MIAU.
O tempo passava e ele ouvia:
- MIAU, MIAU, MIAU.
Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
-AU! AU! AU!
Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora. Saiu disparado em busca de comida e mal saiu da toca o gato:
NHAC!
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- P*rra gato! Que m*r*a é esta?
E o gato respondeu:
- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre de fome!
Recebi esta fábula por e-mail, enviada por amiga,
professora de dois idiomas.
A mim, que o também sou, pareceu-me bastante adequada,
além de divertida.
Aqui fica.
sábado, dezembro 16, 2006
Sonhei?

Edvard Munch (1863-1944)
Em menos de um minuto, a 22 de Agosto de 2004, perante visitantes, dois ladrões armados roubaram duas telas de Munch no Museu d'Oslo, na Noruega: Le Cri, uma das quatro versões e La Madone.
Já vi que 'O Grito' tem esta tendência para aparecer e desaparecer...
Um ano melhor
terça-feira, dezembro 12, 2006
Padrão leopardo

As montras mostram-no, os desfiles também, as mulheres usam, abusam. Deve estar na moda.
Estofos de autocarros, abatjours, roupa de cama, coleiras e camas para cães e gatos, em padrão leopardo.
Não consigo achar-lhe qualquer beleza.Nunca tive nada nem conto vir a ter, em padrão animal.
Quando vejo, ondulando pela rua, uma dona em justas calças padrão leopardo, sapato leopardo no pé, bolsa leopardo ou mesmo apenas lenço leopardo no pescoço, revejo na memória as imagens desses maravilhosos gatos selvagens, verdadeiras obras primas da criação e não consigo impedir-me de pensar que só a eles é que o padrão fica bem.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Assim ganhei um afilhado

Há muitos anos atrás - tudo o que me aconteceu, digno de ser contado aqui, parece ter sempre ocorrido há muito tempo... - uma aluna de uma das minhas turmas de inglês tinha falta de bases e lutava, no final do secundário, contra a probabilidade de ficar com a disciplina em atraso. Pedia que lhe desse o dez para passar. Fiz-lhe a contraproposta de ir lá para casa estudar nas férias e tentar o exame, como externa, em Setembro. Estudou bastante, às vezes almoçou lá em casa, no intervalo, e passou até com melhor nota do que o dez que lhe teria bastado.
Ganhei uma amiga para a vida.Anos depois,casou.Visitou-me para apresentar o marido e prometer que, quando nascesse o primeiro filho, ele seria meu afilhado.Cumpriu.E assim ganhei um afilhado.
P.S. Já tem 15 anos e não é como na foto. Cresceu, amadureceu e... cortou o cabelo.
Natal no Funchal
Hoteis do Grupo Regency - Empresa solidária





domingo, dezembro 10, 2006
Bananas da nossa 'fazenda'

Dou-lhes este destaque porque elas merecem: são absolutamente maravilhosas, doces e saborosas, fruto dos nossos cuidados, que exigem muito labor e despesa. O terreno onde crescem, aqui na ilha chamado 'fazenda', ordenada em 'mantas' e 'camalhões', é adubado com 'guano' e para o enriquecer, de forma natural, nele é enterrado o lixo vegetal produzido pela própria fazenda e pelo jardim anexo. São regadas com água de 'rega' de 'tornos', que corre em 'levadas'.Desconfio que para esta descrição ser entendida por forasteiros, necessário se torna a utilização de um vocabulário de regionalismos. Ou do 'Elucidário Madeirense' obra de referência essencial.
Rua antiga empedrada em calhau
sábado, dezembro 09, 2006
Palavras
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Almoço de homens
O netinho está a crescer: ontem foi a um ' almoço de homens' com o pai e o avô, enquanto a mãe participa num congresso, no Algarve.Já está a ficar longe o tempo das refeições de bébé. Mais fácil era descer uma garrafada de leite pela boquinha abaixo. Agora gosta de comer frango no KFC e menu juvenil no 'Donald', como ele diz. Se o pediatra descobre!
Popeye, versão no feminino

Filhota mais nova é, desde há muito , uma quase total anti-vegetariana, isto é, come sopinhas de vegetais mas não gosta, nem um pouco, de saladas, nem de verduras como acompanhamento ou componente de seus pratos favoritos - peixe ou carne. Quando era pequena, cheguei a tentar convencê-la a comer ao menos 3 ervilhinhas, pagando-lhe pelo esforço. Nem assim! Cenouras, nada; legumes verdes, nem ver; saladas, à distância.
Há dias anunciou-me, via msn, que tinha descoberto um restaurante onde comera um delicioso manjar de massa com ... ESPINAFRES!!
Minha filha sempre fala verdade e eu queria acreditar mas... não conseguia. Ela resolveu então mandar prova documental. E não é que mandou esta foto, exuberante e divertida, que a faz quase candidata ao clube do Popeye?!
Tive que me render à evidência. Ninguém desgosta de uma coisa em definitivo. Está provado.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Pablo Neruda disse
Uma amiga que viveu longos anos na Madeira e agora vive na sua Alemanha de origem, enviou-me este texto que quero partilhar:"Morre lentamente...
quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca, quem não se arrisca a vestir uma nova cor,
quem não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente...
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente...
quem evita uma paixão,
quem prefere os pontos nos "is" em detrimento de um redemoinho de
emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, os sorrisos dos bocejos.
Morre lentamente...
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite fugir dos conselhos sensatos, ao menos uma vez na vida.
Morre lentamente...
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente...
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente...
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.
Morre lentamente...
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, quem não pergunta sobre um
assunto que desconhece, quem não responde quando lhe indagam sobre algo
que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves...
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar...
somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
Pablo Neruda
O dia em que ele viu um sapatinho
Todos os anos, no Liceu, mãos habilidosas colocam num dos corredores perto da entrada principal, um Menino Jesus de Escadinhas, típico da Madeira. O Menino é representado em pé, no degrau superior e os degraus restantes são enfeitados com pequenos frutos, às vezes pequenos pães, pequenas figuras de presépio, jarras com os sapatinhos que florescem nesta época, pequenos ramos verdes de 'cabrinhas' colhidas na serra, fetos e ramos de alegra-campo.Há anos eu tive um aluno cego a quem dava aulas de apoio, o Mário*. Além de cego, sofria de epilepsia e tinha descoordenação motora. De corpo grande, o Mário era uma criança no 10º ano a quem tinha faltado muito apoio na primeira infância. Deslumbrava-se com o conhecimento de pequenas coisas que no nosso quotidiano tomamos como certas e nelas por vezes nem reparamos.
Eu tinha a tarefa de lhe ensinar Técnicas de Tradução de Inglês, tarefa árdua, tanto para ele como para mim, mas muitas vezes acabávamos lendo pequenas histórias infantis que ele adorava ouvir, na última meia hora das duas horas de apoio que o cansavam e me cansavam. Outras vezes fazíamos um pequeno intervalo para que ele fosse ao bar lanchar e reencontrávamo-nos à subida da escada, para percorrermos juntos o imenso corredor, conversando disto e daquilo.
Numa época como esta, já o Menino Jesus de Escadinhas estava pronto no seu lugar habitual, passei por lá com o Mário e começei a descrever-lhe o que via. Peguei-lhe na mão e disse-lhe, levando-o a tocar nas delicadas pétalas de um sapatinho: Este é um sapatinho, Mário. Com um sorriso de deslumbramento e felicidade ele deteve-se a afagar com cuidado as pétalas e, ao fim de um tempo falou: eu nunca tinha visto um sapatinho!
* nome fictício
A lamparina da nossa família
A propósito de um post anterior, Segredos da Esfinge comentou o significado da chama da vela e do fogo, pondo em evidência o seu valor simbólico como ligação dos nossos pensamentos e desejos a um mundo superior. Recomendo a leitura das suas palavras. Quantas vezes uma simples anotação minha tem estimulado os meus comentadores amigos a escrever textos bem mais interessantes e úteis do que os meus singelos apontamentos. Fico feliz que assim aconteça.A matriarca da nossa família acende uma lamparina junto de um crucifixo sempre que algum acontecimento familiar requer uma ajuda divina, e não são poucas as vezes que o faz. Diz ainda que, ao acender a lamparina 'eleva o seu pensamento'.
A verdade é que todos nós achamos que esta prática é muito sensata e pedimos-lhe que acenda a lamparina sempre que vamos passar por uma situação difícil para a qual achamos necessário invocar uma 'mãozinha lá do alto'.
A lamparina acende-se para os exames dos mais novos, nas situações de doença grave dos mais velhos, nos nascimentos e sempre que algum de nós vai viajar de avião ou fazer viagem mais longa de automóvel.
Sentimo-nos bem com esta prática. Não é fraqueza do homem invocar auxílio divino. É natural. É Fé.
O exemplo vem de cima...
O governo japonês pôs a dieta dois secretários de estado da Saúde com excesso de peso, para consciencializar a população sobre as vantagens de uma vida saudável.Os altos funcionários aceitaram sujeitar-se a escrutínio público: todas as segundas-feiras será feita divulgação, no site do Ministério da Saúde japonês, das suas fotografias, peso, consumo de álcool e metros caminhados, para assim serem conhecidos os progressos com a dieta.
Fonte: DN-Madeira






























