ORQUESTRA CLÁSSICA DA MADEIRA
A Orquestra Clássica da Madeira é actualmente constituída por 52 músicos. Ao longo da sua história, fruto do esforço conjunto de muitas pessoas a Orquestra Clássica da Madeira tem vindo a tornar-se uma referência a nível regional e nacional, pela sua reconhecida competência artística. Um projecto com quarenta e dois anos de história, recentemente convertido num modelo jurídico de Fundação, mais atraente para o investimento privado, e que teve a sua génese na Orquestra de Câmara da Madeira, fundada pelo Prof. Jorge Madeira Carneiro. O Governo Regional da Madeira é o principal fundador do projecto hoje muito acarinhado pela população madeirense.
A visão inovadora e carisma do actual Maestro titular, Rui Massena, tem guiado a orquestra no mesmo sentido das orquestras das grandes cidades europeias, o que se traduz na tendência de conquistar de novos espaços e contextos para a música clássica, através de reportórios ecléticos e vitalidade da programação.
Uma orquestra cada vez mais internacional, que integra músicos de várias nacionalidades escolhidos pela sua excelência profissional e com convidados nacionais e internacionais de grande notoriedade.
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O maestro Rui Massena dirigiu ontem no Carnegie Hall, em Nova Iorque, a New England Symphonic Ensemble, numa interpretação do Concerto para piano e orquestra n.º 3 de Beethoven, a abertura do "Prometeus", com Antonio DiCristofano ao piano.
Em declarações à Lusa, o jovem maestro da Orquestra Clássica da Madeira disse que a actuação no Carnegie Hall foi um dos pontos altos da sua carreira.
«É o desaguar de uma série de experiências que eu tenho tido ao longo destes anos em que sou director de orquestra», afirmou Rui Massena, confessando-se «muito feliz».
«É um dos pontos máximos que tive nestes últimos anos», sublinhou.
Para Massena, o primeiro português a dirigir uma orquestra no Carnegie Hall, a actuação de ontem «enquadra-se completamente» na sua carreira.
«É para isto que estudamos todos os dias e é para isso que procuramos compreender o que é a vida dos compositores», acrescentou.
O maestro actuou num auditório lotado, recebendo muitos aplausos.
De lembrar que Rui Massena, com a Orquestra Clássica da Madeira, acompanhou no Funchal um concerto de Rui Veloso e, mais recentemente, colaborou no álbum "Amor, escárnio e mal dizer", dos Da Weasel.
Sobre estas experiências, o maestro disse à Lusa que representam cerca de cinco por cento da sua «vida normal enquanto director de orquestra».
«Mas são coisas que eu gosto de fazer porque eu acho que em Portugal precisamos de levar a orquestra às pessoas» e mostrar o potencial que tem «para amplificar seja o que for», adiantou.
Rui Massena revelou que a escolha da peça interpretada em Nova Iorque foi-lhe imposta pela organização, confessando que preferia interpretar um compositor moderno português.
«Se não fossem completamente modernos e actuais, gostaria, por exemplo, de fazer Stravinsky», disse.
O maestro tem esperança que a música erudita possa captar as camadas mais jovens, «sobretudo mostrando-lhes que isto não é um mundo assim tão complicado».
«Hoje há um grande número de autores a fazerem música, e muito bons», disse adiantando que existe em Portugal «uma geração extraordinária de compositores».
«Há meia dúzia de maestros que são bem formados e que podem fazer o seu trabalho em qualquer parte do mundo», frisou à Lusa.
Odília Gouveia
Jornal da Madeira