domingo, novembro 16, 2008

O Natal chega em Outubro?


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Eu sei que a vida vai mal para o comércio, que é preciso atrair o público comprador para sobreviver, sei que as técnicas utilizadas até não são ilícitas mas... será mesmo preciso começar a encher as montras e as lojas de motivos de Natal já em Outubro?

Compromisso da minha filha Joana


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Encaro o voluntariado como um compromisso individual ao serviço de um projecto colectivo.

Pretendo apoiar de maneira activa a Associação Alzheimer Portugal, aderindo aos seus objectivos e informando-me sobre o seu funcionamento.

De acordo com as minhas capacidades e a minha vivência familiar com Pessoas Doentes de Alzheimer, desejo participar nas tarefas definidas em conjunto, cooperar com todos os membros da Associação, receber formação e, assim, valorizar–me enquanto pessoa, ao mesmo tempo disponibilizando a minha criatividade e o meu tempo para, desinteressadamente, apoiar uma causa de elevado interesse social e humano.

quarta-feira, novembro 05, 2008

De Raimundo Quintal para ... quantos mais, melhor







Caros Amigos / Caríssimas Amigas


Depois dum Verão quente e longo o Pico do Areeiro recebeu uma queda de granizo no dia 01 de Novembro, como já não se observava desde o Inverno de 2005.

As fotografias (em anexo) revelam a grande beleza da paisagem a partir do miradouro
sobranceiro ao Poço da Neve e a área onde a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal vem plantando espécies indígenas desde Outubro de 2001.

No próximo sábado (08.11.08) teremos mais uma jornada de plantação de pequenas plantas capazes de resistir ao calor e à secura do Verão, e ao vento e ao gelo no Outono e Inverno.

Saudações ecológicas,

Raimundo Quintal

segunda-feira, novembro 03, 2008

Crónica de humor duvidoso

Neste fim-de-semana o DN local deu espaço a um habitual cronista, na qual ele ridicularizava as pessoas que assistiram à estreia da Ópera portuguesa 'Orquídea Branca' dizendo, entre outras patetices, que tinham usufruido de 'borlas', que de ópera nada sabiam e pretendiam apenas aparecer debaixo dos holofotes para serem fotografadas.
Não tenho o dever de esclarecer o Dr António Fontes nem ele vai ler este meu texto (embora lhe refira o nome na esperança de que, através de uma pesquisa no Google, venha aqui parar...) mas sempre lhe vou dizendo que a nossa família, nessa noite constituida por cinco elementos, embora incluída numa das categorias sociais que menciona a desprimor, pagou 100 euro pelo camarote que ocupou, o que considerou um preço muito razoável para assistir a uma produção de grande qualidade como a 'Orquídea Branca' e só não pagou 125, como os restantes ocupantes de camarotes, por achar que, apesar de um pouco lateral, o espaço em causa oferecia boas condições de visibilidade e ainda por ponderar gastos excessivos nesta época de crise geral.
Digo-lhe também que de ópera percebemos o bastante para avaliar a excelente qualidade do espectáculo em causa, não pretendendo ser especialistas na matéria.
Digo-lhe mais que, se os dois membros mais novos da nossa família foram fotografados e apareceram na coluna social do próprio jornal onde o senhor colabora, sem que o nome deles seja conhecido ou mencionado, ao contrário do que afirma ser pretenção dos próprios, tal se deve exclusivamente ao facto de eles serem ambos muito bonitos, ao contrário de Vossa Excelência, Senhor Doutor.

Post Scriptum: Estou desconfiada que o DN mantém a sua colaboração, não por apreciar muito as suas crónicas, mas porque o seu nome de família garante a esperança de que um dia faça bom trabalho e tenha coisas úteis a dizer.

Margaridas brancas e amarelas


Ontem foi dia de levar margaridas brancas e amarelas, as favoritas da minha Mãe, ao local onde as venho deixando, há sete anos.
Uma amiga dizia-me que não faz isso nunca mas que acha muito bem que eu o faça, para 'ganhar indulgências' !! Não é por isso que o faço, assegurei-lhe. Então porque é? Sei lá, acho que é simplesmente porque a minha Mãe gostava sempre que lhe levasse margaridas brancas e amarelas e não vejo razão para deixar de lhas levar.

O relógio biológico


Quando era menina e moça, gostava imenso de dormir até ao meio-dia, nas manhãs de domingo. Só podia gozar esse prazer ao domingo, porque havia aulas ao sábado!

Mais tarde, com as crianças ainda pequenas, a alvorada em casa tocava sempre cedo demais, e lá se foi o gostinho pelo sono matinal.

Agora, que a idade chegou a outra fase e as hormonas andam ... baralhadas, fico acordada a horas impróprias, de madrugada e até a meio da noite!

Como é que se acerta o raio do relógio biológico?

Vou ter que me equilibrar!


E agora, que me reformei antes do tempo - não do tempo que sempre tive como certo, mas do tempo que foi determinado pelas autoridades do meu país - e que me é imposta uma redução de 13,5% no meu salário, resta-me equilibrar as despesas de forma mais sensata...e fazer o possível por fazer coincidir o fim do mês com o fim do dinheiro. Já pensei até em plantar couves no quintal, lembrando o que dizia a minha Mãe: quando o feijão verde está caro, comemos couves!

domingo, novembro 02, 2008

Alguns anos depois... ela!


Ontem, ao vê-la tão bonita e desenvolta no programa 'Culturalmente' da RTP-M, a falar com a mesma sinceridade com que deu tanto de si ao transpôr para as palavras dos seus textos os sentimentos, as dúvidas, as interrogações, as alegrias e as tristezas de uma jovem que atravessou campos de flores e outros de abstáculos, já não me surpreendi, só me deliciei. Estou já habituada a vê-la enfrentar a vida com determinação, as provas superadas ou a superar sempre no horizonte, a meta à vista ou já alcançada. Enfrentou mais esta. Superou e bem.

Foi assim que esteve durante anos longe da sua zona habitual e travou sózinha várias lutas, fez amigos e fez escolhas, cresceu, tomou decisões difíceis, seguiu em frente e hoje consegue conhecer-se e conhecer os outros, reconhecer entusiasmos e desilusões, sabe reflectir sobre a vida, sobretudo a sua e a dos seus, adquiriu uma sabedoria rara nos jovens da sua idade, surpreendendo os mais velhos pela sua capacidade de avaliacão e a coragem com que se dá a conhecer através do seu livro que agora abriu ao mundo.

Parecia que as luzes eram o seu ambiente habitual, o microfone e a câmara de filmar não a intimidaram (ou pelo menos nunca o deixou transparecer). O cabelo lindo, caído em cachos fartos, intencionais, a maquilhagem cuidada, bem pensados a côr da blusa e o acessório, o livro nas mãos e nas prateleiras do espaço público ... assim como um criador que abraça a sua criação e a apresenta aos olhos alheios, para que a façam sua também, para que a partilhem e sintam.

E agora vou ali rever as imagens, voltar a escutar as respostas. Para recordar, maravilhada, alguns anos depois.