quinta-feira, novembro 30, 2006

Dia de Finalistas

Hoje é dia de festa para os alunos do 12º ano do Liceu Jaime Moniz! Dia cheio: Benção das Capas na Sé , jantar com a turma e, à noite, baile animado por diversos DJs da moda.
As meninas foram fazer penteados, uns adequados, outros não tanto, os rapazes aprumam-se no fato preto e todos ajeitam a capa no braço para desfilar, do liceu até à catedral, pelas ruas da cidade, perante os curiosos, as objectivas dos fotógrafos e o orgulho dos familiares.São centenas.Cumprem uma tradição de muitas décadas.
Estão no último ano do ensino secundário. Uns continuarão a estudar, outros tentarão o mercado de trabalho. A muitos ensombra o espectro, se não do desemprego, pelo menos do emprego incerto.
Mas hoje é dia de festa! Amanhã voltaremos a pensar no dia de amanhã.Hoje é hoje.Amanhã se verá.

domingo, novembro 26, 2006

Sem tempo

Este fim-de-semana ando muuuuito atarefada, sem tempo para escrever, blogar, navegar, divagar, postar...
1º porque estamos a festejar o 93º aniversário da bela senhora da foto e que é a minha Mãe A.
(não é rigorosamente a minha Mãe porque só a tenho desde os 25 anos, mas é como se fosse)
2º porque se realiza no Funchal a Fei
ra das Vontades
que divulga anualmente as Associações de Voluntariado e o seu trabalho
e lá estou eu pela minha APFADA
3º porque presidi à Assembleia Geral da APFADA
e isso ocupa meia tarde
4º porque tenho de descobrir um bom texto para um teste de Alemão de 12ºano
e isso é o meu trabalho,
não o meu voluntariado, nem o meu hobby
(por isso deveria ter sido enunciado antes!)
Se tivesse tempo, iluminava o que aqui deixei com cores,
mas não tenho tempo,
por isso fica cinzento,
o que não significa
que o fds tenha tido falta de colorido.
Bom fds para todos!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Árvores binárias






O que eu não tenho aprendido, blogando, com a erudição do meu amigo Simão Cireneu e a ciência de computação do meu amigo Arturo O. Bandini!!!

O Semeador

estátua do Semeador de Francisco Franco
escultor nascido no Funchal em 1885

Será que este também anda lançando ao solo sementes de árvores binárias?

A Madrasta

A minha mãe testava muitas vezes a minha reacção, entre séria e a brincar, dizendo-me que, caso ela morresse, o meu pai me arranjaria uma madrasta.
Perdoem-me as madrastas actuais, numerosas e boazinhas mas, quando eu era jovem, a ideia de ter uma madrasta não era coisa que agradasse à pequenada, talvez por influência dos contos de fadas. Eu então detestava tal ideia e só a perspectiva de ter uma dava-me um enorme calafrio.
Morámos numa casa que tinha água de propriedade e um poço. Nesse tempo eu declarava, sem hesitações, que a atiraria lá para o fundo e a deixaria lá ficar, de cabeça para baixo.
Mais tarde os meus pais mudaram-se para a Madeira. Nessa altura, embora já adulta, não tinha mudado o meu sentir. A minha mãe voltava ao assunto: aqui nesta casa não temos poço, como vais fazer? Ahh, esse era para mim apenas um pequeno problema. Passei a ameaçar arrastá-la até à Ponta do Garajau* e abicá-la** de lá abaixo.
Todas estas conversas se passavam perante o sorriso complacente do meu pai que nunca teve, a vida inteira, olhos para mais nenhuma mulher senão a minha mãe e seria, com toda a certeza, incapaz de me arranjar uma madrasta.


* promontório situado a nordeste do Funchal e de altura considerável
** abicar-se : regionalismo que significa atirar-se


Dia de Acção de Graças


Loving God, let the gratitude we know today seep like a gentle rain into the lives and hearts of all people we meet in your world and at your table. Amen.

Embora seja uma festividade celebrada noutras latitudes, gosto da origem histórica, do propósito desta data e do facto de as famílias se reunirem, com o mesmo entusiasmo com que nos reunimos no Natal.

Todos teremos graças a dar. Aproveitemos a data.

terça-feira, novembro 21, 2006

Ainda custa a acreditar

Todos os anos por esta altura, sem falhar, recordo o dia em que ouvi, incrédula, através da rádio, a notícia do assassinato de John F.Kennedy. Milhões de pessoas, nos Estados Unidos e pelo mundo fora, terão reagido como eu.
Custava a acreditar.
Na altura eu tinha 14 anos e já conseguia compreender que estavamos perante um acto de extrema violência e até antecipar que outros se haveriam de seguir, num mundo que, subitamente, parecia estar cheio deles.
As lágrimas rolaram.
Por JFK mas também por todos nós. Por estarmos à mercê de actos de violência. Por sermos impotentes contra eles. Pelos inimigos, claros ou ocultos, com ou sem rosto.
Ainda custa a acreditar.


segunda-feira, novembro 20, 2006

Uma questão de sorte

Durante a doença de minha mãe, acamada e hemiplégica aos 82 anos como sequela de um AVC, tinhamos um excelente enfermeiro para lhe prestar cuidados.
Durante a pausa, meu pai conversava com ele, enquanto lhes servia um café e biscoitos, na sala de estar. Eu borboleteava, ora ao pé deles, ora no quarto à volta de minha mãe, dando-lhe atenção e conversa. Ia organizando as refeições, contactos com médicos, trabalhos domésticos da empregada, colocando flores nas jarras, uma festa no meu pai, um beijo na minha mãe, um corre-corre, para depois ir 'pregar noutra freguesia' e ir dar as minhas aulas, à noite, cuidar da minha própria casa ...
O enfermeiro tinha só 42 anos e tomava muito o conselho sábio de meu pai, de 85. Com um filho único de 8 anos, atento à educação do menino, perguntou certo dia a meu pai, apontando para mim: O que se deve fazer para ter filho assim como o senhor tem? Meu pai sorriu e respondeu: Olhe, não se faz nada. É uma questão de sorte.

domingo, novembro 19, 2006

Um abraço...

faz sempre falta

Este é para a colecção da "Segredos da Esfinge",
com link aqui ao lado,
amiga ,
que gosta de abraços.

Mais do mesmo

Passeios no Porto Santo

Levada- Ribeiro Bonito, São Jorge

Levada do Caldeirão verde

Vereda - Caldeirão Verde

Lagoa do Vento - Rabaçal

Belezas da Madeira e Porto Santo, para abrir o apetite.

As fotos são do site da Delegação de Turismo da Madeira, indicado em post anterior. Clicar para ampliar.

Porque será?

Porque será que o senhor das castanhas, que passa todo o dia a inalar fumo dos dois assadores, ainda sente vontade de fumar cigarros enquanto trabalha?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Gaivotas





Há muito que, ao passar de carro na Av. Sá Carneiro, me apetecia aproximar-me mais das gaivotas que agora fizeram do antigo cais de contentores o seu local de ' estacionamento'. O passeio de hoje tinha as gaivotas como um dos objectivos principais. Lá fui 'invadir' suavemente o local, movida pela esperança de boas fotografias, mas elas receberam-me com protestos e não me deixaram aproximar muito, embora lhes tenha garantido que as minhas intenções eram pacíficas. Fiquei quieta a observá-las e não forcei a intimidade, porque sei bem que há que respeitar as distâncias, mesmo estando elas em esmagadora maioria. Como amo esta Ilha mas nunca esqueço Lisboa, a minha terra natal, veio-me à ideia o belissimo poema que aqui deixo e a voz de Carlos do Carmo. Gosto do mar e do Tejo, de ambos com paixão. Neste caso, paixões conciliáveis...
Canoa do Tejo

Canoa de vela erguida
Que vens do Cais da Ribeira,

Gaivota que anda perdida

Sem encontrar companheira,

O Vento sopra nas Fragas,

O Sol parece um morango

E o Tejo baila com as vagas

A ensaiar um fandango


Estribilho:
Canoa, conheces bem,
Quando há Norte pela proa,
Quantas docas tem Lisboa
E as muralhas que ela tem!

Canoa, por onde vais,

Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao Cais!

Nunca, nunca, nunca mais!!


Canoa de vela panda

Que vens da Boca da Barra
E trazes na aragem branda

Gemidos duma guitarra,

Teu arrais prendeu a vela;
E se adormeceu, deixá-lo!
Agora muita cautela

Não vá o Mar acordá-lo!

Frederico de Brito
p.s. não se esqueçam de clicar nas fotos para poder vê-las melhor, se merecerem a vossa atenção :)

Passeio no Funchal em Novembro

os assadores de castanhas

vista do meu ponto de chegada
para o ponto de partida







promessas de viagens

Decorações de Natal junto ao cais

Manhã de sol, dia livre, lá fui eu dar um largo passeio, muito repetido, sempre apetecido. A pé, claro, que é como se observa tudo melhor. De máquina fotográfica em punho, durante duas horas, percorri sem pressas a distância, nos dois sentidos, entre a Praça da Autonomia e o final da Avenida Sá Carneiro, com paragens aqui e ali, para colher imagens. Estão aqui, para que os que por aqui passam possam partilhar, até mesmo das castanhas assadas. Comprei duas dúzias, um exagero. Cheguei a casa a tempo de fazer o almoço mas cansada das andanças e... empanturrada das castanhas.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Flores da Ilha da Madeira

Margaridas

Orquídea da serra

Massaroco

Coralina cristada

Isoplexis

Para alegrar o dia dos que por aqui passam!


todas as fotos são so site da Delegação de Turismo da Madeira http://www.madeiratourism.com

Cinco manias e mais uma

Só me faltava esta! A Minds lançou-me o desafio das cinco manias! Vamos lá a ver se, a esta hora tardia, consigo fazer uma lista que até a mim me surpreenda...
  1. Num dia de sol, procuro sempre andar... pela sombra;
  2. Quando alguém me quer fotografar... só não me escondo se não puder!
  3. Ao entrar em casa ou no carro... abro logo uma janela.
  4. Leio sempre um livro... de lápis na mão.
  5. Gosto de comer, alternadamente...uma coisa doce e outra salgada.
e mais uma...

nunca jogo na Lotaria, no Totoloto, no Totobola ou no Euromilhões!
(mas já me tem saído a sorte grande algumas vezes)

Epa, já me ia esquecendo que é preciso passar para mais cinco!
Aqui vão:
1ª Joana do http://algunsanosdepois.blogspot.com/
2ª Lenca do http://lerdevagar.blogspot.com/
3ª Blanche do http://menos-muito menos.blogspot.com/
4ª Segredos do http://segredosdaesfinge.blogspot.com/
5ª Espiral do http://pequenaespiral.blogspot.com/

UFF! Não estava fácil!

quarta-feira, novembro 15, 2006

O meu Pai

foto: minha

Foi a primeira flor do meu jardim.
Há quatro anos partiu.
A vida não voltou a ser a mesma.

A equipa ideal

Uma vez, ao perguntar a meu saudoso pai, como estavam, ele e minha mãe, recebi esta resposta: Olha, estamos como aquela junta de bois, que se encostam um ao outro e lá vão puxando a carroça, seguindo caminho.
E, mesmo quando já cansados, eram felizes por poderem apoiar-se e sobretudo por se terem, um ao outro.

domingo, novembro 12, 2006

Exuberância






Todos os anos o ritual repete-se com igual exuberância! Uma manhã de Novembro como a de hoje, ao acordar, deparamo-nos com as pitangueiras do nosso jardim no Funchal cheias de milhares de pequenas flores brancas e já alguns frutos, bem vermelhos, temporãos. Um enxame de pequeninas abelhas vai colhendo néctar esvoaçando, com visível excitação e urgência, de flor em flor. No ar há um perfume característico, suave e doce, embora o pequeno fruto seja um pouco ácido. É um espectáculo! Só queria que todos os que por aqui passam pudessem partilhar desta visão da natureza, renovada e bela. Faz-nos até acreditar em coisas boas. Acreditem!

sábado, novembro 11, 2006

Security blanket



Quem é que não gostaria, às vezes, de poder ter um cobertorzinho que o ajudasse a sentir-se mais seguro?

Custa até a acreditar...


... mas esta sou mesmo eu, em 1974, a aproveitar um belo fim-de-semana no Hotel Holiday Inn (entretanto implodido antes das obras de aumento da pista do aeroporto da Madeira) , quase no fim do meu ano de estágio e depois de uma semana de trabalhos forçados, muito cansativa, por causa da visita do nosso Metodólogo Itinerante (figura que a sra Ministra poderá reinventar, já que é tão criativa).
Como estagiária dei 100 aulas assistidas pela orientadora das quais mais de 40 assistidas também pelos Metodólogos que se deslocavam às escolas e avaliavam o nosso desempenho. Gostei imenso de um deles, já com idade de pai, muito competente e simpático, o Doutor Aníbal Garcia Pereira (pai do mediático advogado!) . Recordo-o com saudade.
Do estágio guardo apenas memórias agradáveis. Muitas. Este fim-de-semana ao sol foi uma delas.

Para que é um bidé?



Ele sabe!

quinta-feira, novembro 09, 2006

Um bom escorpião

Não sei se ele é um escorpião típico. Só sei que ele é um bom escorpião: amigo dos seus amigos, bom carácter, dedicado, amoroso, meigo, gentil, trabalhador, culto, leal, curioso, convicto, solidário, aplicado, eficiente...
Ele faz hoje anos, e eu é que estou de parabéns.

quarta-feira, novembro 08, 2006

O culpado

frangipani no jardim da casa de meus pais

«O culpado que você procura, caro Izidine, não é uma pessoa. É a guerra. Todas as culpas são da guerra

Mia Couto, in "A Varanda do Frangipani", Ed.Caminho, pág.127

Inevitável

fading beauty

Inevitável é a passagem do tempo e pouco podemos fazer para não oferecer ao olhar os estragos que ele vai deixando. Mas às vezes dou por mim a contabilizar os traços com que o tempo me marcou e parece-me ter já bem para além da minha conta. Se não me falha a memória, são pelo menos estes : passo a vida a pintar o cabelo, de contrário estaria totalmente branco; passei a andar de óculos porque ao perto não vejo dois palmos; os dedos das mãos estão a ficar tortos por causa de artroses; a minha silhueta, outrora esguia, ficou atarracada; o meu pé, que foi um delicado 35, passou a 38, qual irmã da Cinderella; gemo com dores nas costas ao afundar num sofá; subo uma ladeira e falta-me o fôlego; se falho a pedicure, fico com calos; e, para cúmulo, o tempo assinalou-me com uma verruga, visível e inconveniente! Maldito tempo!!