imagem de Frederico Homem de GouveiaHá anos, dias depois do desaparecimento prematuro de um colega de curso e querido amigo, encontrei um outro colega, de curso e profissão, à entrada de um Congresso. Abraçou-me e disse esta frase que me impressionou imenso:
‘Já começámos a morrer ’.
Desde então o lamento assim expresso vem-me vezes demais à lembrança. Hoje, de novo, ao ouvir a notícia da morte de Eduardo Prado Coelho, mais velho do que eu cinco anos mas que ainda encontrei, já de saída, quando entrei para a Faculdade de Letras.
Quando desaparece um contemporâneo que conheci, ou um amigo da mesma geração, repito a frase para mim mesma e não posso deixar de juntar à tristeza de sabê-los longe para sempre, a impressão de que, mais dia menos dia, outros de nós inexoravelmente lhes seguirão os passos. Porque... já começámos a morrer.
‘Já começámos a morrer ’.
Desde então o lamento assim expresso vem-me vezes demais à lembrança. Hoje, de novo, ao ouvir a notícia da morte de Eduardo Prado Coelho, mais velho do que eu cinco anos mas que ainda encontrei, já de saída, quando entrei para a Faculdade de Letras.
Quando desaparece um contemporâneo que conheci, ou um amigo da mesma geração, repito a frase para mim mesma e não posso deixar de juntar à tristeza de sabê-los longe para sempre, a impressão de que, mais dia menos dia, outros de nós inexoravelmente lhes seguirão os passos. Porque... já começámos a morrer.









