quinta-feira, março 20, 2008

É o meu país!



Naíde Gomes encheu Portugal de orgulho ao saltar sete metros e vencer a prova de salto em comprimento no Campeonato do Mundo de Pista Coberta.

Um feito a todos os títulos notável, num país onde só funcionam três pistas cobertas - em Espinho, Braga e Alpiarça ( quantos são os Estádios de Futebol? não sei, vou contá-los depois...).

Uma pista, que deve ter custado um balúrdio de euros, foi montada no Pavilhão Atlântico para os campeonatos do Mundo em 2000 e agora está... sabe Deus onde, a estragar-se, enquanto os atletas treinam ao ar livre, em condições tais que só o muito brio deles e a sua extraordinária qualidade ( e a dos treinadores também) leva às vitórias que alcançam.

Sei isto de fonte segura, pelo meu genro ex-atleta. E fico a pensar no meu país...

Brinquedo de ontem e de hoje: o pião



Eu até sou uma avó moderna, mas confesso que gosto mais de vê-lo a brincar com jogos tradicionais do que em frente à televisão ou ao computador...

Eu quero te contar Sobre o meu mundo Que é feito de ilusão Cada segundo A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar Roda roda roda que é brincadeira Roda roda roda pião Roda roda roda que é brincadeira Faz alegre o meu coração
Eu tenho tanto amor Eu tenho tudo Sou tão feliz assim Cada segundo A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar

Páscoa Feliz !



Que todos possam ter o que necessitam, nesta Páscoa e sempre.

quarta-feira, março 19, 2008

Educação, hoje



Esta é a situação no Brasil. E por cá? Como estamos? Para onde vamos?

terça-feira, março 18, 2008

Ainda a avaliação de professores

Domingo, 9 de Março de 2008, no Público


António Barreto: a farsa da avaliação de professores

Na impossibilidade humana de "gerir" milhares de escolas e centenas de milhares de professores, os esclarecidos especialistas construíram uma teoria "científica" e um método "objectivo" com a finalidade de medir desempenhos e apurar a qualidade dos profissionais. Daí os patéticos esquemas, gráficos e grelhas com os quais se pretende humilhar, controlar, medir, poupar recursos, ocupar os professores e tornar a vida de toda a gente num inferno. O que na verdade se passa é que este sistema implica a abdicação de princípios fundamentais, como sejam os da autoridade da direcção, a responsabilidade do director e dos dirigentes e a autonomia da escola. O sistema de avaliação é a dissolução da autoridade e da hierarquia, assim como um obstáculo ao trabalho em equipa e ao diálogo entre profissionais. É um programa de desumanização da escola e da profissão docente. Este sistema burocrático é incapaz de avaliar a qualidade das pessoas e de perceber o que os professores realmente fazem. É uma cortina de fumo atrás da qual se escondem burocratas e covardes, incapazes de criticar e elogiar cara a cara um profissional. Este sistema, copiado de outros países e recriado nas alfurjas do ministério, é mais um sinal de crise da educação.

segunda-feira, março 17, 2008

Devagar se vai ao longe


Netinho mais novo ainda não vai onde quer, mas para lá caminha...



Lindo!



O que vale é que a vida nos vai dando oportunidade de descobrir maravilhas como esta!

terça-feira, março 11, 2008

A minha luzinha faz hoje anos!

E brilha, brilha, cheia de luz. Hoje princesa, amanhã raínha.Daqui a quarenta e cinco dias!

segunda-feira, março 10, 2008

Hoje é segunda-feira,Senhora Ministra

E, daqui a umas horas, depois de ter tentado descansar um pouco e vencido esta insónia que me vem atormentando ultimamente, irei trabalhar na minha escola, como venho fazendo há quase 37 anos. Darei as minhas aulas e substituirei, além disso, uma colega que recupera de uma cirurgia. Passarei ainda uma hora na sala de directores de turma, preparando a próxima avaliação das minhas turmas. O resto... e que resto, senhora Ministra, farei em casa, enquanto a família dispensar a minha presença.
Se me aposentar este ano, porque me falta a idade que a senhora e o seu governo determinaram, terei uma penalização tão significativa que dificilmente farei face às despesas de saúde nos próximos anos, se a morte não me levar entretanto, como vai levando tantos dos meus colegas antes de tempo, para alívio de vossas excelências (menos uma!).
Eu irei trabalhar daqui a pouco mas, sinceramente, senhora Ministra, a senhora podia ir descansar, que bem merece! Olhe que má cara a senhora tem! Só pode ser do excesso de trabalho...

Uma carta que vale a pena divulgar

Data: 26.02.08

Caríssimas colegas
Caríssimos colegas

Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organizacão do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças,ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.
Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sido penalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal "poupança".

Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.
Tenho sido sempre activa sindicalmente,encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).

Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.

Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.

Alemanha

Avaliação dos docentes:

Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.


Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.


Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.


Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.


As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…


Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.


As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.


Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.

Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.



Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)

Alunos

Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.

Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.

É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.

Suíça

Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.

Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.


Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.

No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.


O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.

É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.


Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .

Vencimentos

Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..


(...)
Um grande abraço para todas /todos da colega

Teresa Soares


"Não é porque as coisas são difíceis que não nos arriscamos, é por não nos arriscarmos que as coisas são difíceis"

sábado, março 08, 2008

Parabéns aos meus peixinhos!


Os meus peixinhos dourados estão de parabéns, um hoje, outro dentro de três dias. Sorte minha, que tenho no meu aquário, não um mas dois peixinhos dourados, um maiorzito, outro mais pequenote, ambos de uma beleza sem igual.


quinta-feira, março 06, 2008

Pergunta de José Gil

Porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?!...»


«Um sector gritante de extracção de mais valias de biopoder é o da Educação. Pela natureza do trabalho do professor (material e imaterial), é sempre possível fazer crer em que «modernizar» é igual a «gerir bem» igual a «ensinar bem». O que permite retirar o máximo da «modernização em mais valias materiais e imateriais.
Por exemplo, a avaliação dos professores deve ser feita, mas os parâmetros impossíveis impostos pelo ministério, as aberrações nas exigências da assiduidade dos docentes, a quase impossibilidade de obter a nota máxima, as dificuldades extremas em subir na carreira, os estatuto dos avaliadores incompetentes na matéria avaliada, etc. - estão a empurrar os professores para o abandono da profissão e para a reforma antecipada. A Educação sofre um massacre que provoca a fuga dos professores: não é isto um dos objectivos da «contenção», a redução do número dos docentes e dos custos da educação? A racionalidade necessária da avaliação esconde a outra racionalidade imposta pelo défice.
Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?»


José Gil

Estou optimista... por instantes...

imagem encontrada aqui

Acredito em Portugal!
Mesmo nos períodos mais cinzentos da vida colectiva deste meu belo pequeno país à beira mar plantado, nunca deixei de acreditar nele nem na capacidade das suas gentes para se saírem bem em tudo aquilo que empreendam.

Gosto de ler os suplementos dos semanários, à procura de sucessos empresariais ou índices positivos em sectores da vida económica portuguesa. Acreditem que é uma boa maneira de restaurar o optimismo e repôr a boa disposição...

Vejam esta:

"Calçado português é o único na Europa com saldo positivo. Indústria ganha terreno na UE e contribui com €800 milhões para a balança comercial".
E esta outra:
" Bluepharma acelera o passo": faz sete anos que um conjunto de investidores compraram a fábrica da Bayer em Portugal e, dessa forma, impediram que 58 pessoas fossem parar ao desemprego.Paulo Barradas (o gestor, que é farmacêutico) é o maior accionista da Bluepharma, que emprega agora 160 pessoas.A Bluepharma, que produz 26 tipos de medicamentos genéricos e é detentora de 32 autorizações de introdução no mercado, quer agora apostar na biotecnologia.No ano passado obtiveram um volume de negócios de 10,5 milhões de euros e, tendo em conta os contratos já assinados, esperam atingir vendas de 40 milhões em 2011...
Vou sorrir. Antes que me apareçam preocupantes dados sobre o desemprego ou a subida de preços de bens essenciais...