segunda-feira, junho 30, 2008

Coffee buy the book

Pois, em inglês soa melhor, teríamos de pensar numa alternativa, uma boa alternativa, em português.

Isto vem a propósito de uma notícia que li na edição online de um semanário nacional. Segundo a Eurostat, os portugueses gastam cerca de 10% dos seus proventos em cafés e restaurantes. Em contrapartida dispendem apenas 1% em livros.

Esta estatística que nos torna diferentes dos demais europeus talvez mudasse se cafés e livrarias co-existissem sempre no mesmo espaço!
Aí os portugueses tomariam os seus cafés e as suas refeições (ligeiras, que os tempos não estão de fartura...) rodeados de livros, jornais e revistas. E, muito provavelmente, comprariam e levariam consigo algum exemplar. Não digo aqueles mega-espaços tipo Fnac, mas pequenos locais, intimistas e confortáveis, onde se vai com um amigo, para uma boa conversa, um café e uma vista de olhos pelos livros. Depois, é quase certo que nos apetece comprar um deles.Pelo menos uma vez por semana...

Pouco dotada para o comércio, penso no entanto muitas vezes que não me desagradaria ter um destes espaços - quem sabe se com a ajuda da minha filha escritora, onde receberiamos com um bom café (embora sejamos ambas mais pelo chá!...) e muitos livros acessíveis à vista, às mãos e à bolsa.
Talvez um dia destes nos dê para arquitectar um projecto assim...

quinta-feira, junho 26, 2008

Fotografia de Rod Costa, no Funchal

A cidade do Funchal comemora os seus 500 anos.
No âmbito destas comemorações, Rod Costa foi " à procura dos signos e narrativas do nosso espaço citadino: os multi-urbanismos que vagueiam por baixo do jacarandá e por cima da calçada" , nas palavras deste fotógrafo talentoso, com um olhar atento aos pormenores que nos escapam.Diz ainda na sua apresentação: " tentei seleccionar retirar 'quadros' do mosaico desta cidade moderna e jovem mas também antiga e histórica, com a sua confluência de estilos, linhas, personalidades..."
A não perder!

sexta-feira, junho 13, 2008

Há 120 anos nasceu-nos Fernando Pessoa

foto da Joana, aqui


O INFANTE

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,


E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.


Quem te sagrou criou-te portuguez.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!