Que bom, ter outra vez as visitas da loira, a Blondie mais simpática da minha fatia da blogosfera!
Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves
quarta-feira, julho 09, 2008
domingo, julho 06, 2008
Faaavoooriiitooossss!!!!!!!!
Holy Mother, where are you?
Tonight I feel broken in two.
I've seen the stars fall from the sky.
Holy mother, can't keep from crying.
Oh I need your help this time,
Get me through this lonely night.
Tell me please which way to turn
To find myself again.
Holy mother, hear my prayer,
Somehow I know you're still there.
Send me please some peace of mind;
Take away this pain.
I can't wait, I can't wait, I can't wait any longer.
I can't wait, I can't wait, I can't wait for you.
Holy mother, hear my cry,
I've cursed your name a thousand times.
I've felt the anger running through my soul;
All I need is a hand to hold.
Oh I feel the end has come,
No longer my legs will run.
You know I would rather be
In your arms tonight.
When my hands no longer play,
My voice is still, I fade away.
Holy mother, then I'll be
Lying in, safe within your arms.
quinta-feira, julho 03, 2008
We shopped till we dropped
quarta-feira, julho 02, 2008
Avó que é avó, não trabalha!

O sobrinho mais velho só poderá estar de acordo com ela:
Telefonema num fim de dia, neto já na cama:
"Vóvó? Onde estás?"
"No Liceu, queridinho!"
"A FAZER O QUÊ, NO LICEU?"
"A dar aulas, tu sabes que a avó dá aulas à noite."
"NO LICEU??!!!ISTO É HORA DE DORMIR! Eu já estou na cama!OLHA LÁ PARA FORA! É hora de estar no Liceu,é, é? NÂO É! ESTÁ ESCURO!! Vai para a cama dormir, vóvó." ( a voz dele ia tendo uns crescendos de surpresa e indignação)
Pois é, cada vez mais confirmo a sensatez da minha decisão de pedir a reforma antecipada.
Avó que é avó, não trabalha!
segunda-feira, junho 30, 2008
Coffee buy the book
Isto vem a propósito de uma notícia que li na edição online de um semanário nacional. Segundo a Eurostat, os portugueses gastam cerca de 10% dos seus proventos em cafés e restaurantes. Em contrapartida dispendem apenas 1% em livros.
Esta estatística que nos torna diferentes dos demais europeus talvez mudasse se cafés e livrarias co-existissem sempre no mesmo espaço!
Aí os portugueses tomariam os seus cafés e as suas refeições (ligeiras, que os tempos não estão de fartura...) rodeados de livros, jornais e revistas. E, muito provavelmente, comprariam e levariam consigo algum exemplar. Não digo aqueles mega-espaços tipo Fnac, mas pequenos locais, intimistas e confortáveis, onde se vai com um amigo, para uma boa conversa, um café e uma vista de olhos pelos livros. Depois, é quase certo que nos apetece comprar um deles.Pelo menos uma vez por semana...
Pouco dotada para o comércio, penso no entanto muitas vezes que não me desagradaria ter um destes espaços - quem sabe se com a ajuda da minha filha escritora, onde receberiamos com um bom café (embora sejamos ambas mais pelo chá!...) e muitos livros acessíveis à vista, às mãos e à bolsa.
Talvez um dia destes nos dê para arquitectar um projecto assim...
quinta-feira, junho 26, 2008
Fotografia de Rod Costa, no Funchal
A cidade do Funchal comemora os seus 500 anos.No âmbito destas comemorações, Rod Costa foi " à procura dos signos e narrativas do nosso espaço citadino: os multi-urbanismos que vagueiam por baixo do jacarandá e por cima da calçada" , nas palavras deste fotógrafo talentoso, com um olhar atento aos pormenores que nos escapam.Diz ainda na sua apresentação: " tentei seleccionar retirar 'quadros' do mosaico desta cidade moderna e jovem mas também antiga e histórica, com a sua confluência de estilos, linhas, personalidades..."
A não perder!
sexta-feira, junho 13, 2008
Há 120 anos nasceu-nos Fernando Pessoa
foto da Joana, aquiO INFANTEDeus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal!
quarta-feira, maio 28, 2008
Já nem me lembro!
foto da Joana, aquiMeu Deus, o homem nem sempre fez as coisas à minha vontade: não apoiou um projecto de terceiro filho apresentando argumentos falíveis mas, apesar de tudo, convincentes; falhou o parto da segunda filha porque foi para uma formação duradoira e longínqua e fez-se subtituir por um colega... mas é um homem fantástico, sincero, humano, acolhedor, competente, disponível... Foi com a ajuda dele que fui mãe pela primeira vez, no Dia da Mulher. Foi ele que me garantiu que ela era linda quando a olhei pela primeira vez e a achei um recém-nascido feiinho... e era ele que estava certo.
Poucos meses depois encontrei-o, jovial e descontraído e, ao conversarmos sobre a sua nova etapa de vida disse-me, com uma convicção que ainda hoje me espanta: 'Já nem me lembro que fui médico!'.
Hoje vieram-me à ideia essas palavras dele porque comuniquei ao meu grupo de colegas que tomei a decisão de terminar a minha carreira de professora.
E fiquei a pensar: será que me vai acontecer como àquele meu médico? Uns meses depois já nem me lembrarei de algum dia ter sido professora? Será isso possível na carreira dele? E na minha?
Em breve saberei...
sábado, maio 24, 2008
O Pálido Ponto Azul
terça-feira, maio 13, 2008
sexta-feira, maio 09, 2008
Homunculus Erectus

segunda-feira, abril 28, 2008
Agradecer

Agradecer à Vida
Agradecer ao Sol por ter brilhado depois de tanta chuva
Agradecer ao Vento por ter soprado só o necessário
Agradecer a Nossa Senhora por protegê-la e aceitar o ramo que ela lhe ofereceu
Agradecer a Coragem, a Determinação, a Força dela e dele
Agradecer aos Amigos presentes ou que de alguma forma se fizeram presentes
Agradecer a Partilha
Agradecer as Ofertas, as Mensagens, os Abraços, as Lágrimas de Emoção
Agradecer as Flores, o Céu Azul, o Mar imenso lá ao lado, as Cores de Ouro dela
Agradecer a Música, os Aplausos, os Votos expressos em palavras ou em olhares enternecidos
Agradecer
Agradecer
Agradecer
terça-feira, abril 08, 2008
Abril é o mês...
imagem de pedro n s costa, aquiO ritual é um pouco complicado, mas lindo de se ver!
Vestem o seu fato de princesas, aperfeiçoam ainda mais o visual (embora cuidem dele todo o ano), escolhem uma princesinha miniatura para acompanhar e transportar duas argolinhas de ouro, metem-se num carro especial, modelo antigo, saiem de casa pelo braço do pai e só o largam para o trocar pelo braço do príncipe quando chegam junto ao altar, na igreja que escolheram para confirmar, perante Deus e montes de amigos e amigas de joaninhas, que aquele é o seu príncipe, o eleito,o melhor de todos.Sempre alternando com o som de música coral muito do agrado das joaninhas que se vão tornar princesas, são lidos textos cheios de significado, alguns antigos, outros escritos pelas joaninhas que também sabem escrever. Os ouvidos de todos ficam à escuta, maravilhados, os olhos deslumbram-se e no final, todos felicitam as joaninhas tornadas princesas e o seu príncipe que, de coração sensível, não consegue conter lágrimas de felicidade.
E todos desejam que as joaninhas tornadas princesas e o seu príncipe sejam mesmo felizes para sempre.
quinta-feira, março 20, 2008
É o meu país!


Um feito a todos os títulos notável, num país onde só funcionam três pistas cobertas - em Espinho, Braga e Alpiarça ( quantos são os Estádios de Futebol? não sei, vou contá-los depois...).
Uma pista, que deve ter custado um balúrdio de euros, foi montada no Pavilhão Atlântico para os campeonatos do Mundo em 2000 e agora está... sabe Deus onde, a estragar-se, enquanto os atletas treinam ao ar livre, em condições tais que só o muito brio deles e a sua extraordinária qualidade ( e a dos treinadores também) leva às vitórias que alcançam.
Sei isto de fonte segura, pelo meu genro ex-atleta. E fico a pensar no meu país...
Brinquedo de ontem e de hoje: o pião


Eu até sou uma avó moderna, mas confesso que gosto mais de vê-lo a brincar com jogos tradicionais do que em frente à televisão ou ao computador...Eu quero te contar Sobre o meu mundo Que é feito de ilusão Cada segundo A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar Roda roda roda que é brincadeira Roda roda roda pião Roda roda roda que é brincadeira Faz alegre o meu coração
Eu tenho tanto amor Eu tenho tudo Sou tão feliz assim Cada segundo A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar A minha vida é festa É sonho e fantasia Eu sou criança E viva o tempo de brincar
quarta-feira, março 19, 2008
Educação, hoje
Esta é a situação no Brasil. E por cá? Como estamos? Para onde vamos?
terça-feira, março 18, 2008
Ainda a avaliação de professores
Domingo, 9 de Março de 2008, no Público
António Barreto: a farsa da avaliação de professores
segunda-feira, março 17, 2008
terça-feira, março 11, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
Hoje é segunda-feira,Senhora Ministra
E, daqui a umas horas, depois de ter tentado descansar um pouco e vencido esta insónia que me vem atormentando ultimamente, irei trabalhar na minha escola, como venho fazendo há quase 37 anos. Darei as minhas aulas e substituirei, além disso, uma colega que recupera de uma cirurgia. Passarei ainda uma hora na sala de directores de turma, preparando a próxima avaliação das minhas turmas. O resto... e que resto, senhora Ministra, farei em casa, enquanto a família dispensar a minha presença.Eu irei trabalhar daqui a pouco mas, sinceramente, senhora Ministra, a senhora podia ir descansar, que bem merece! Olhe que má cara a senhora tem! Só pode ser do excesso de trabalho...
Uma carta que vale a pena divulgar
Caríssimas colegas
Caríssimos colegas
Antes de mais, os meus mais sinceros parabéns pela organizacão do vosso movimento. Já há bastante tempo que temia ver os professores em Portugal e os professores portugueses no estrangeiro perto de cair num marasmo inoperacional relativamente às prepotências, injustiças,ilegalidades, indecências, etc,etc,etc, do nosso Ministério da Educação. Estou satisfeitíssima por ver que tal não é verdade, pelo menos no que respeita aos docentes em Portugal.
Os professores portugueses no estrangeiro encontram-se, a meu ver, ainda num estado de inacção que me custa compreender, apesar de desde 1998 terem sido penalizados de todos os modos possíveis pelo ME, a título de uma falaciosa e irreal "poupança".
Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.
Tenho sido sempre activa sindicalmente,encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).
Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.
Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.
Alemanha
Avaliação dos docentes:
Têm, de 6 em 6 anos, uma aula ( 45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal,nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco preverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo : cerca de 80 ( pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Alunos
Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos , ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.
Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.
É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias : cerca de 72 ( pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré- primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos ( cerca de 3.400 euros),mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…..
(...)
Um grande abraço para todas /todos da colega
Teresa Soares
"Não é porque as coisas são difíceis que não nos arriscamos, é por não nos arriscarmos que as coisas são difíceis"
sábado, março 08, 2008
Parabéns aos meus peixinhos!

quinta-feira, março 06, 2008
Pergunta de José Gil
Porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?!...»
«Um sector gritante de extracção de mais valias de biopoder é o da Educação. Pela natureza do trabalho do professor (material e imaterial), é sempre possível fazer crer em que «modernizar» é igual a «gerir bem» igual a «ensinar bem». O que permite retirar o máximo da «modernização em mais valias materiais e imateriais.
Por exemplo, a avaliação dos professores deve ser feita, mas os parâmetros impossíveis impostos pelo ministério, as aberrações nas exigências da assiduidade dos docentes, a quase impossibilidade de obter a nota máxima, as dificuldades extremas em subir na carreira, os estatuto dos avaliadores incompetentes na matéria avaliada, etc. - estão a empurrar os professores para o abandono da profissão e para a reforma antecipada. A Educação sofre um massacre que provoca a fuga dos professores: não é isto um dos objectivos da «contenção», a redução do número dos docentes e dos custos da educação? A racionalidade necessária da avaliação esconde a outra racionalidade imposta pelo défice.
Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?»
José Gil
Estou optimista... por instantes...
Mesmo nos períodos mais cinzentos da vida colectiva deste meu belo pequeno país à beira mar plantado, nunca deixei de acreditar nele nem na capacidade das suas gentes para se saírem bem em tudo aquilo que empreendam.
Gosto de ler os suplementos dos semanários, à procura de sucessos empresariais ou índices positivos em sectores da vida económica portuguesa. Acreditem que é uma boa maneira de restaurar o optimismo e repôr a boa disposição...
Vejam esta:
"Calçado português é o único na Europa com saldo positivo. Indústria ganha terreno na UE e contribui com €800 milhões para a balança comercial".
E esta outra:
" Bluepharma acelera o passo": faz sete anos que um conjunto de investidores compraram a fábrica da Bayer em Portugal e, dessa forma, impediram que 58 pessoas fossem parar ao desemprego.Paulo Barradas (o gestor, que é farmacêutico) é o maior accionista da Bluepharma, que emprega agora 160 pessoas.A Bluepharma, que produz 26 tipos de medicamentos genéricos e é detentora de 32 autorizações de introdução no mercado, quer agora apostar na biotecnologia.No ano passado obtiveram um volume de negócios de 10,5 milhões de euros e, tendo em conta os contratos já assinados, esperam atingir vendas de 40 milhões em 2011...
Vou sorrir. Antes que me apareçam preocupantes dados sobre o desemprego ou a subida de preços de bens essenciais...
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Dois anos a blogar!
Atrasado, vai aqui um presente especial para o meu blogue, que me tem feito companhia nas noites de insónia e que me faz encontrar gente amiga.
Ele não terá a exuberância das duas rosas que pedi emprestadas à Júlia Balsa, mas mereceu-as, por ter chegado até aqui.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Filhotes às costas!
Aí está uma carga que carrego de boa vontade, para tornar o percurso dos filhotes menos complicado. Ajudo no que posso, sempre que posso. Na minha bolsa marsupial podem ficar, quentinhos, sempre que precisarem. Se já forem grandinhos demais, não faz mal. Podem ficar de orelhinhas de fora...
Porquê?
Olhares Inquiridoresfoto da Airam-Xu, aqui
Não admira! Ainda hoje tenho dificuldade em encontrar as respostas certas a tantos porquê? que a vida me levanta...
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Pela Graça e pela Isa
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Mas esta rua É minha!
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar
Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem
Tempo

Obrigada, Luisa, por me enviares este poema!
Agora é para ti, Joana.
TEMPO. . .
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Com este cenário... que possa ser um Bom Ano

Should auld acquaintance be forgot,
And never brought to mind ?
Should auld acquaintance be forgot,
And auld lang syne ?
Chorus
For auld lang syne, my dear
For auld Lang syne,
We'll tak a cup o kindness yet,
For auld lang syne !
Verse Two
And there's a hand my trusty fiere,
And gie's a hand o thine
And we'll tak a right guid-willie waught,
For auld lang sine
Chorus (repeat)
For auld lang syne, my dear
For auld Lang syne,
We'll tak a cup o kindness yet,
For auld lang syne !
E porque estivemos juntos, uns com os outros e com amigos, e isso é o principal, passámos bem, e entrámos no novo ano com esperança e fé.
Que possa ser um ano realmente bom!
Assim vai... ou não vai, Portugal (II)
"Há médicos e professores a pedirem-nos ajuda para dar de comer aos filhos"
Jornal Expresso - Raquel Moleiro, com Isabel Vicente, 1/12/2007
A denúncia parte de Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar. São os 'novos pobres': a classe média sobreendividada
Manuela, 33 anos, hesitou antes de escrever aquele «e-mail» para o Banco Alimentar Contra a Fome (BACF). E mesmo enquanto o redigia, não tinha ainda a certeza de, no fim, ter coragem de carregar no botão de enviar.
Ela, bacharel em Relações Internacionais, quadro de um ministério, casada com um professor de educação física ex-atleta olímpico. Ela, mãe de uma bebé com cinco meses, tinha agora de pedir ajuda para alimentar a família. O marido que ficou sem emprego, um salário de €2000 que desapareceu no mês em que festejaram a gravidez, a renda da casa que foi falhando vezes de mais, o cartão de crédito gasto até ao limite, o apartamento trocado por um quarto, e nem assim a comida chegava à mesa . "No dia em que enviei o «e-mail» faltavam três semanas para receber e só tinha €80", explica. "Havia para a bebé, mas nós íamos passar fome".
O caso tem um mês. Ana Vara, assistente social do BACF, ligou a Manuela mal leu o pedido. E disse-lhe o que tanto tem repetido ultimamente: não tenha vergonha, não é a única. "Nos últimos quatro meses, mais que duplicaram os pedidos directos ao banco alimentar. E há cada vez mais casos de classe média ", garante Isabel Jonet. A directora do BACF chama-lhes " os novos pobres": empregados, instruídos, socialmente integrados, mas, ainda assim, vítimas da pobreza e até da fome. Nos últimos três meses, chegaram ao banco alimentar de Alcântara 250 casos, 30% dos quais se enquadram nesta nova categoria. E em todos há pontos transversais: mais mulheres, muitas mães, desemprego inesperado, rupturas familiares, e sempre sobreendividamento.
(...) As famílias tradicionalmente carenciadas aparecem no banco alimentar, pedem olhos nos olhos. Os novos pobres gritam por ajuda, envergonhadamente, através do correio electrónico. Como Luciana, médica, cujo desemprego súbito do marido fez ruir a estrutura económica do lar de nove filhos. Sem ele saber, sem o magoar de vergonha, pediu apoio alimentar para uma casa onde nunca tinha faltado nada.
Assim vai... ou não vai, Portugal

Fernando Madrinha - Jornal Expresso - 1/9/2007:
«Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles . Daí que os manda-chuvas do Millenium BCP se permitam andar há meses numa guerra para ver quem manda mais, coisa que já custou ao banco a quantia obscena de 2,3 mil milhões de euros em capitalização bolsista. Ninguém se rala porque, num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo , esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos.»
«Quer dizer, as notícias fortes das últimas semanas - as da tal «silly season», em que os jornalistas estão sempre a dizer que nada acontece - são notícias de mau augúrio. Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais .»
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Fotos de Rod Costa
sexta-feira, janeiro 04, 2008
quinta-feira, janeiro 03, 2008
segunda-feira, dezembro 31, 2007
Que seja um Feliz Ano Novo!

Amanhã será a 34ª vez que assisto ao espectáculo do fogo de artifício, no Funchal. Ao contrário de certa primeira dama, a quem ouvi há anos recusar um convite para subir aos terraços do hotel, dizendo com ar enjoado que 'visto uma vez, está visto', eu acho-o sempre diferente, sempre empolgante e cada ano melhor.



































