domingo, outubro 28, 2007

Emigrantes portugueses pobres, até quando?

imagem: www.italiaoggi.com.br/.../20060621Imigrantes

Ao conduzir por terras do Campanário, concelho da Ribeira Brava,onde há muito não passava, fiquei surpreendida por ver inumeras casas, de construção recente ou recuperadas, esteticamente agradáveis, integradas na paisagem envolvente, bem diferentes do estilo 'maison', ostentatório e com materiais inadequados que proliferou em décadas anteriores.
Ao comentar com a pessoa que me acompanhava, residente naquele local, que uma dessas casas era particularmente bonita e bem dimensionada, disse-me ela que pertencia que pertencia a alguém que partira para terras de França, 'muito pobrezinha'.
Espero que a dona da casa não a tenha fechada sempre e consiga usufruir da sua residência, pelo menos nas férias e um dia mais tarde, quando conseguir deixar de trabalhar duramente em local distante.
Mas gostaria mesmo é que já não houvesse compatriotas meus a partir,'pobrezinhos'.
Teremos emigrantes portugueses a sair do país pobres, até quando?

sábado, outubro 27, 2007

90 anos de muito encanto

imagem de Rui Marote no DN

O Virgílio Teixeira é um homem encantador. Ninguém, na Madeira e no mundo que o conhece, deixará de reconhecer tal facto. Completou ontem 90 anos de uma vida plena que daria, ela própria, um filme. Continua um belo homem. Quando hoje o encontrei, deveria ter-lhe tirado um monte de fotografias, que aqui deixaria, para que constassem, já que, estranhamente, a pouco nos leva uma pesquisa com o seu nome. Um dia destes ainda lhe peço umas poses, com a Vanda, a mulher de grande parte da sua vida. E ele não deixará de aceder, com a gentileza habitual, e o sorriso que seduz hoje como outrora.

Um mar revolto

imagem de Frederico Homem de Gouveia

É assim que às vezes anda a vida.


domingo, outubro 07, 2007

As Escolhas da Ana Isabel Saragoça

Escolhe amar

Em vez de odiar.

Escolhe rir

Em vez de chorar.

Escolhe criar

Em vez de destruir.

Escolhe perseverar

Em vez de renunciar.

Escolhe louvar

Em vez de criticar.

Escolhe curar

Em vez de ferir.

Escolhe actuar

Em vez de adiar.

Escolhe viver

Em vez de morrer.


A Ana é uma alma sensível. Escreve com o coração e com emoção. Vive da mesma maneira. É poeta e artista. A seu modo. Nem todos a entendem. Eu acho que a entendo. Bem.

Procura incansávelmente a paz. Na sua vida. No seu interior e à sua volta. Não a encontra sempre mas nunca perde a esperança. Nem a fé. Tomara que não as perca nunca!

Temos alguém em comum que nos aproximou mas hoje temos muito mais que nos aproxima. Apesar de nunca nos termos encontrado, encontramo-nos quase todos os dias. Das formas possíveis.

A Ana preocupa-se comigo e eu com ela. Quer o melhor para mim e para os meus. Eu, o mesmo, para ela e para os seus.

Queria muito que ela fosse mais feliz do que é. Que a vida lhe fosse mais amena.

Sinto a Ana Isabel Saragoça como uma Amiga verdadeira. A Amizade é possível com o coração, longe da vista. O essencial é mesmo invisível para os olhos.

Fim de uma era


Fechou a loja Cayres. Um dos mais interessantes e bem localizados espaços comerciais do Funchal, encerrou as portas e apresenta este aspecto desolador, longe das montras atraentes de outros tempos.
Será recordada como uma loja de mobiliário de fabrico próprio e decoração, de qualidade, bom gosto e requinte. Possuia uma área muito bem dimensionada e tinha colaboradoras com mais de trinta anos de experiência na casa.

Há anos fechou outra loja emblemática do Funchal, a Maison Blanche, de grande qualidade e ocupando também uma área muito grande numa localização privilegiada. Essa veio a dar lugar a uma Zara, sem atendimento personalizado, onde a traparia espanhola se acumula aos trambulhões, mexida e remexida pela clientela feminina, descartável e mal acabada, embora com ar de não deixar ficar mal apresentada a cliente que escolha vesti-la, por não mais do que uma época.

Outros tempos, outros estilos, outras formas de comércio. A loja de família dá lugar ao 'franchise', o personalizado é substituido pelo global, e todos lá nos vamos conformando, vestindo e decorando as casas com os trapos e os tarecos iguais aos dos nossos concidadãos de outros países europeus.

sexta-feira, outubro 05, 2007

O artista da 'esquina do Apolo'




Fico um pouco hesitante quando tenho que pedir a alguém licença para fotografá-lo, mas este conhecido artista, que quase todos os dias monta o seu atelier à vista de todos, na esquina do Café Apolo, no Funchal, foi muito simpático e acedeu, habituado a expor-se sem receio. Todos os que por ali passam não ficam indiferentes e muitos param, para vê-lo a pintar os retratos com que ganha a vida.Já faz parte da 'mobília' humana...


quinta-feira, outubro 04, 2007

Especial, para a Ana Isabel Saragoça


Podia dar-lhe uma só flor
e através dela representar a amizade
e todas as coisas boas da vida.
Mas quis com estas flores
dar-lhe a certeza

de que não está só.
Encontre-se a si própria
entre elas.
E nas outras veja
cada um dos que lhe querem bem.

Feliz aniversário, Ana!

segunda-feira, outubro 01, 2007

S.Francisco de Assis


imagem daqui

Patrono da ecologia e dos animais
4 de Outubro
Que bom seria se todos seguissemos o exemplo do santo e tratassemos os animais com o carinho com que ele os tratou. Em vez disso, são frequentes no nosso país os casos de abandono, em especial nas férias. Eu colocaria esses seres humanos que nem merecem essa categoria, a fazer trabalhos forçados em vez de ir de férias.

quarta-feira, setembro 26, 2007

domingo, setembro 23, 2007

Pedimos desculpa

Olha que dois!


O tempo não anda alegre. O meu tempo, quero eu dizer. Mas hoje, ao visitar o blogue da filha, cliquei no link de um dos comentadores dela e encontrei esta maravilha que tornou o meu dia menos sombrio.

http://www.whitehouse.gov/news/releases/2007/09/20070917-6.html

Agradeço aos incontornáveis dirigentes, George W. Bush mundial e José Sócrates nacional, o momento de boa disposição que me proporcionaram. A conversa entre os dois é uma peça verdadeiramente hilariante.

quinta-feira, setembro 06, 2007

PAVAROTTI




Nessun dorma!... Tu pure, o Principe(ssa),
Nella tua fredda stanza
Guardi le stelle
Che tremano d'amore e di speranza

segunda-feira, setembro 03, 2007

Quantos mais...melhor

imagem: myspoiledbaby.com/library/NoahsArk

Em nossa casa sempre houve animais. Cães, gatos, pássaros, tartarugas, hamsters, às vezes em coabitação simultânea, outros em fazes sucessivas, mas sempre por perto. Sempre fazendo parte do nosso agregado com lugar de destaque. Gozando de acesso directo a todos os cantos da casa, no caso dos quatro patas. Amados por todos nós.
Talvez por isso faz-me um bocadinho de confusão ver que algumas crianças crescem com medo dos animais, fazendo birra quando eles se aproximam e alguns pais que os afastam do contacto directo, temendo pela sua segurança ou achando que é falta de higiene tocar-lhes. Grande erro!
Felizmente todos os meus descendentes, mesmo pequeninos, gostam de ter animais por perto e dedicam-lhes um afecto incondicional.Sem reservas.

Cuidado!

Cuidado! Veja onde pisa! Logo ali, perto dos seus pés, no alinhamento dos seus passos, pode estar um ser vivo, delicado e frágil, que deve ser poupado a sofrimento e destruição.

Pedra que não rola

A rolling stone gathers no moss.
Pedra que rola não agarra musgo.
Ao encontrar esta pedra no meu caminho, num passeio ao Pico do Areeiro, lembrei-me do provérbio e transferi-o para a vida. 'A pedra que rola' poderá significar que, quem não fica muito tempo num lugar, não aceita nem assume responsabilidades? Vai 'rolando', parando aqui e ali, mas não fica? Não assenta? Terá outra interpretação possível, mas esta é a que me ocorre.
Então olhei para a minha própria vida e vi que comigo aconteceu o contrário. Fiquei. Permaneci. Não fui pedra que rola. Assumi responsabilidades para a vida e, em consequência dessa opção, agarrei musgo.
Hoje sinto que valeu a pena, que foi a escolha certa. Coberta de musgo sinto-me aconchegada, protegida e bem 'composta'.

domingo, agosto 26, 2007

Já começámos a morrer

imagem de Frederico Homem de Gouveia

Há anos, dias depois do desaparecimento prematuro de um colega de curso e querido amigo, encontrei um outro colega, de curso e profissão, à entrada de um Congresso. Abraçou-me e disse esta frase que me impressionou imenso:
‘Já começámos a morrer ’.
Desde então o lamento assim expresso vem-me vezes demais à lembrança. Hoje, de novo, ao ouvir a notícia da morte de Eduardo Prado Coelho, mais velho do que eu cinco anos mas que ainda encontrei, já de saída, quando entrei para a Faculdade de Letras.
Quando desaparece um contemporâneo que conheci, ou um amigo da mesma geração, repito a frase para mim mesma e não posso deixar de juntar à tristeza de sabê-los longe para sempre, a impressão de que, mais dia menos dia, outros de nós inexoravelmente lhes seguirão os passos. Porque... já começámos a morrer.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Uma flor a vender flores

Eu: Ora, porque a senhora é tão bonita como as flores!

Ela: Porque é que estão tantos a tirar-me uma fotografia?

Esta florista vende as suas flores no exterior do Mercado dos Lavradores, ele próprio uma maravilha arquitectónica. Neste dia, passaram por ela os cerca de 40 fotógrafos que participavam no 1º Encontro de Olhares no Funchal. Ela notou e foi notada...

segunda-feira, agosto 13, 2007

Miguel Torga

foto e selecção de poema por Carlos Pedro


Por tudo passa o artista:
Primeiro, pela alegria
De se julgar criador
No seio da natureza;
Depois, por esta tristeza
De ver morrer o que fez,
Sem ter nas mãos a certeza
De erguer o sonho outra vez.

Miguel Torga (Diário V)

Aproveito para sugerir uma visita à galeria fotográfica do meu amigo Carlos Pedro, utilizando o link, onde encontrarão inúmeros poemas do Torga acompanhando belissimas imagens de terras e gentes transmontanas.

domingo, agosto 05, 2007

Memórias de outros verões



São Lourenço, logo ali depois da Ericeira, ao virar à direita, era um lugar quase ermo na altura. Uma delícia frente ao mar imenso que rugia sem cessar nas noites de Agosto, iluminadas certos dias por um luar prateado que nos fazia ficar de olhos nele, a gravar a imagem para não a esquecer nunca. Quarenta anos depois, essa imagem e outras, estão bem vivas .
O terreno da casa acabava a pique sobre um mar que parecia só nosso. Desciamos a escadaria até à praia e lá ficavamos horas esquecidas, a gozar a frescura daquele mar frio, furando ondas para depois, ao sol, sem protecção contra raios intensos cujos malefícios ainda não conheciamos, estendermos as toalhas e ganharmos o tom bronzeado que acentuava a beleza da nossa juventude. Se usavamos creme, não era para proteger a pele, mas antes para conseguir um bronzeado ainda mais intenso. Coppertone.
Descíamos cedo, para aproveitar ao máximo. Depois de almoço, cumprindo ordens superiores, fingiamos a sesta, falando baixinho e jogando cartas debaixo da colcha da cama, num ápice escondendo o jogo e aparentando dormir se a vigilância apertava. 'Porque o ar do mar cansa , é preciso descansar'.
À tarde um passeio à vila, para ver e ser visto. A Ericeira inundada de veraneantes, fervilhando de vida, a contrastar com a solidão do inverno.
Às vezes havia outros passeios mais longe: à Praia das Maçãs, às Caldas da Raínha, a Lisboa, a Sintra... para voltar logo a seguir, junto ao mar de São Lourenço, onde as férias se desenrolavam sem preocupações e sem pressa, o tempo rendia, a alma estava tranquila e o corpo se recompunha de cansaços.
Memórias de outros verões...

sábado, agosto 04, 2007

quarta-feira, agosto 01, 2007

Um convite



fotos de Filipe Caetano

Sou membro do site de fotografia Olhares.com
e tenho conhecido por lá fotógrafos fabulosos (outros nem tanto...).
Um dos meus favoritos é o Filipe Caetano
que tem uma galeria notável.
Comprovem aqui .
Visitem a galeria do Filipe
e digam-me se não são maravilhosas todas as fotografias.
Não há como não admirar
as imagens do reino animal captadas por ele.
Além disso é super simpático,
não fosse ele meu 'primo',
partilhando o mesmo apelido (meu de solteira)
e ainda me dedicou a fotografia desta borboleta
( Papilio machaon).
A joaninha
(Coccinella septempunctata, como ele diria)
já lha pedi há muito porque, como sabem,
adoro Joaninhas...

Formas de ver

foto: produção caseira

Podemos ver apenas o que está mais perto: um emaranhado confuso de galhos secos, que não fazem muito sentido.
Podemos ver mais além: um céu azul, prenúncio de esperança e dias melhores.
Ás vezes vejo apenas os primeiros.
Outras vezes consigo ver mais longe.

quinta-feira, julho 26, 2007

Um avô que 'cura corações'

O Diário de Notícias de hoje ( o da Madeira) faz uma homenagem aos avós, em quatro testemunhos de outros tantos netos. O título surgiu da sabedoria do Rodrigo que, com cinco anos, sabe bem o que faz o avô cardiologista, que lhe 'desencantou os legos lá para casa', que 'tratou soldados ' e o leva a passear e ao Clube de Turismo.
Com este apontamento e o registo de uma imagem do António com o neto mais novo, a minha homenagem a este avô e a todos os que, como ele, são profissionais, filhos, pais e avós a tempo inteiro e não falham nenhuma dessas exigentes tarefas.

Ninhos



Descubra as semelhanças!

A medalha de ouro dos avós


Se eu me sinto rica com os meus dois netos, como não entender que a Carmo, com os quinze netos que tem, se sinta uma verdadeira vencedora do Euromilhões?!
Sempre ocupada e encantada com os seus netos, empreende aventuras com eles e participa activamente na sua formação. Desde subir ao balão ou no teleférico, passar a tarde no Aquaparque ou passear de barco, preparar a casa para recebê-los fazendo dela a casa-mãe e o porto seguro onde se encontram com prazer, procurar livros para lhes incutir o gosto pela leitura e assegurar a transmissão de valores, tudo isto e muito mais faz a Carmo, secundada pelo Nuno, o imprescindível avô dos quinze.

Para eles vai a minha medalha de ouro, neste Dia dos Avós.

Maria de Almada Cardoso


25 de Julho de 2007
95 anos
10 filhos
25 netos
22 bisnetos

A minha admiração e amizade.

ELES


ELES
são a nossa esperança
no futuro.
São o futuro.

Trinta e dois anos depois de nós, no mesmo dia, ELES iniciaram a sua caminhada em direção ao futuro, construindo-o a par e passo. São o futuro a acontecer. O deles. O nosso.

segunda-feira, julho 23, 2007

A minha ausência

... explicada aos amigos que por aqui passam: ando a pôr as leitura em dia, sem tempo para o blog. Porque o meu cérebro está a precisar mais de exercício do que o meu computador!

terça-feira, julho 17, 2007

De leite

http://www.gs-hohenwart.de/indexdateien/kuh.JPG

Deixei de tomar leite e seus derivados, na sequência do teste às intolerâncias alimentares, e não me tenho dado nada mal com isso. A partir do dia um de Julho de 2007, as vaquinhas continuaram a ser para mim simpáticos animais, muito decorativos quando se encontram no prado a pastar, mas deixaram de ser as fornecedoras de um elemento importante da minha alimentação.
Estou convencida, e cada dia mais, que a nossa alimentação tem decisiva infuência sobre o nosso estado de saúde e bem estar. Digam se acham que estou errada.

segunda-feira, julho 16, 2007

Desafio da Blondie


Tão distraída tenho andado ultimamente que nem reparei no desafio da Blondie!

Aqui vai a minha lista de 5 livros, lidos, a ler, a reler:

. de Helena Marques, O Último Cais

. de Nuno Tovar de Lemos, s.j., O Príncipe e a Lavadeira, redescobrir a fé cristã, histórias simples para falar de Deus e de nós

. de Paulo Bomfim, Livro dos Sonetos, que me foi enviado de São Paulo, autografado pelo autor(!!)

. da Dra Diane Ehrensaft, Pais Que Mimam Demais

. de João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, que me foi enviado de São Paulo, por uma querida amiga...

sábado, julho 14, 2007

Paul Potts

Espantoso

A auto-confiança e a oportunidade faltavam, tudo o mais estava lá.
Achei este video comovente e decidi partilhá-lo aqui.
Um modesto vendedor de telemóveis, de South Wales, onde abundam os talentos para a música, participa num concurso televisivo e diz que vai cantar...ópera! As reações dos elementos do júri são magníficas e vão variando, durante o tempo em que Paul Potts permanece no palco... Observem que vale a pena.Assim nasceu uma estrela.

quinta-feira, julho 12, 2007

Escola de Bailado da Joana


Os certificados da Joana, correspondentes aos anos em que praticou bailado como aluna da Escola de Bailado de Carlos Fernandes no Funchal, têm a assinatura da extraordinária bailarina Dame Margot Fonteyn. Só por isso teriam valor. Mas têm-no sobretudo porque traduzem o empenho e dedicação da Joana e o bom resultado nos exames finais, exigentes e muito rigorosos, supervisionados pela Royal Academy of Dance de Londres. Ainda hoje, a postura correcta que ela mantém é uma marca evidente deixada por esses anos de prática. Rigor, exigência, atenção ao pormenor, persistência, espírito de grupo, disciplina... tantas outras qualidades são necessárias para a prática dessa arte de tão grande beleza. É certo que as foi treinando ao longo da vida e através de outras actividades mas, bem pequena, já levava os exercícios a sério, na Escola de Bailado de Carlos Fernandes. Fui buscar ao baú das recordações, ou antes, ao album dela, o 'documento' da época.

A Escola que Carlos Fernandes fundou está a festejar vinte anos. De hoje até sábado a Companhia de Dança da Madeira promove espectáculos com actuação dos alunos e nove bailarinos convidados, de companhias espanholas, alemãs e nacionais.

Um campeão português, madeirense!!

O velejador português João Rodrigues esteve em plano de evidência nas primeiras regatas do dia nos Campeonatos do Mundo de vela olímpica que estão a decorrer em Cascais. Ao registar duas prestações de grande nível (3º colocado na quarta regata e 2º na quinta), o madeirense saltou para a sexta posição da geral.

Para além de já ter assegurado a passagem à frota de ouro, Rodrigues está com "pé e meio" nos Jogos Olímpicos de Pequim e continua a pensar nas medalhas neste Mundial. Afinal de contas, tem os mesmo pontos (12) do quinto posicionado, dista apenas 1 do quarto e 5 de terceiro e segundo.

João Rodrigues ocupou o primeiro lugar do ranking da classe Mistral entre Maio de 1997 e Abril de 1999, depois de ter conquistado o título mundial em 1995 e os Europeus de 1996 e 1997.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal(COP) afirmou ontem que João Rodrigues é uma forte hipótese para porta-estandarte nos Jogos olímpicos de Pequim em 2008, por ser um atleta com excelentes resultados desportivos e um exemplo para a juventude portuguesa.

Sem dúvida!! Aplaudo e aprovo, cem por cento. O João Rodrigues tem feito uma carreira notável, com imenso empenho e dedicação, persistência e espírito de sacrifício. É, sem dúvida, um exemplo para todos os jovens. Pelo meio ainda fez o curso de Engenharia e exerce a profissão. Tem agora 35 anos e um palmarés invejável com 29 títulos internacionais, motivo de orgulho para todos os portugueses, e de modo especial, todos os madeirenses.

fontes: Record online , DN-Madeira e página do COP

quarta-feira, julho 11, 2007

Frasquinho de essência

www.tout-offrir.com

Tenho uma colega, há muitos anos, agora já gozando a sua aposentação, que é muito pequenina.Não terá metro e meio, mas isso pouco importa. A Margarida Gouveia e Freitas é uma pessoa encantadora, para quem a vida um dia deu , cedo demais, uma reviravolta complicada, mais tarde outra. Mas ela é uma mulher forte, serena, positiva, corajosa. Quando a vejo lembro-me logo de um frasquinho de essência. É sem dúvida o que ela é: um conteúdo de grande qualidade numa embalagem pequenina...

Depois de ter feito PUFF!

o meu Grilinho, a minha consciência, deu uma volta no destino do meu blogue e ele reapareceu, como por magia!...
O que faria eu sem o meu Grilo Falante, a minha consciência, que sabe tudo o que faço, as consequências dos meus actos, procura orientar-me para o bem e consertar as minhas asneiras?

PUFF!

Há dias explodi o meu blogue, PUFF!, atirei-o para o lixo sideral, para o ciberespaço, ou lá para onde é que fica o cemitério dos blogues, quando os seus autores se cansam deles e os enjeitam, ou quando já perderam tanto que perder mais um simples blogue pouco representa...

Mais uma para a 'reforma'!



Nos últimos tempos são inúmeros os meus colegas que têm passado à aposentação. São sempre alvo de uma ou várias merecidas homenagens dos seus pares. Hoje foi a vez da Maria José Soares, professora de Geografia, cheia de energia e vivacidade e sempre irradiando boa disposição e um espírito positivo. Com um ar juvenil e 'saltitante', embora avó, vai juntar-se ao grupo dos muitos professores que, deixando a vida na escola, continuam a manter-se activos, desenvolvendo os seus interesses e multiplicando as suas actividades.
Andei atrapalhada a tentar fazer uma boa reportagem fotográfica, como ela merece, mas confesso que tive dificuldades. É que a nossa amiga não pára quieta um instante! Ela distribui abraços para um lado, beijos para o outro, ela mexe aquela farta cabeleira ruivo escuro e a carinha sardenta para baixo e para cima e um retratista pouco experiente como eu fica em apuros para fixar-lhe boas imagens para a posteridade!Mas lá consegui levar a tarefa a bom termo.
Recordou, com emoção, que recebeu da escola muito apoio e carinho, por vezes em momentos difíceis. Acho que isso aconteceu porque ela semeou simpatia e generosidade. Semeou, colheu.
Felicidades daqui para a frente, Maria José, na nova fase da vida!