
Um Tawny envelhecido
Estes vinhos envelhecem dentro de cascos de carvalho durante mais tempo do que os normais três anos. Assim, um Tawny pode ter 10, 20, 30, 40 anos...Quanto mais velhos eles forem, mais claras se tornam as suas cores e mais complexos e licorosos ficam os seus sabores: mel, canela, chocolate, madeira... O rasto deixado por estes vinhos na boca do provador é inconfundível. Os Tawnies envelhecidos encontram-se entre os Vinhos do Porto mais caros do mercado.
Simão Cireneu é um Vinho do Porto,um Tawny envelhecido! Envelheceu para ficar cada ano melhor. Quanto mais velho , mais claras as suas cores, mais complexo e licoroso o seu sabor... Ah, quem provou este vinho, guardou na boca um rasto inconfundível!Mas quem tiver na sua cave um vinho desta qualidade, não o consumirá. Antes lá descerá, tempos a tempos, para o admirar, feliz por poder contemplar o seu tesouro, na verdade não o possuindo, pois que só o tempo, realmente, o possui.
Simão Cireneu não se dá, não se oferece, não se partilha, não se gasta.
Guarda-se. A sete chaves.
6 comentários:
Mãezinha,
Não sou de chorar facilmente, pois a vida sempre pede para eu ser mais forte.
Mas como não me entregar ao pranto depois de ler seu post?! (injustiça chamar de post - é na verdade é UMA OBRA).
Só mesmo você para ter achado uma definição tão perfeita, tão encantadora para Simão.
Felizes fomos (somos) nós que provamos das palavras de Simão.
Nos resta agora fazer exatamente como você disse "Guardar o Tesouro" do que lá lemos e apredemos (falo por mim, que muito aprendi).
Cada dia mais agradeço por ter você como "Mãe" , beijos nesse coração maravilhoso.
Deixo também um beijo e abraço afetuoso ao Simão e espero que volte muito breve.
Nossa Emília, a Esfinge tem razão, foi uma obra esse post!! Linda homenagem prá quem é tão querido por todas nós!!
Vamos rezar prá ele voltar, mas se não... teremos sempre a boa lembrança de tê-lo tido!!
Beijos!!
Ai Emília...que coisa mais linda!
Tocou a minha alma!
Eu não acredito que ele não volte!
Beijos.
Vou linkar vc agora.
Beijos
Emília, amiga,
eis que entro aqui e encontro esta homenagem imerecida, que faz emocionar-me...
A que atribuí-la, senão à sua consabida generosidade, à bondade de seu coração?
Agradeço-lhe por demais. Tive de sair do mundo virtual, mais por motivos reais; tentei forjar novo codinome, mas fui descoberto, e ser descoberto por blogueiros far-me-ia ser descoberto por olhos reais que não me convém vejam-me agora.
Melhor assim, pois fico um tempo afastado da liça na blogosfera.
Um amplexo afetuoso a você, à família e à Madeira toda, sim?
Obrigado por tudo!
Emília:
(...não se dá, não se oferece, não se partilha, não se gasta...)
Podias-me convidar para ir à tua casa que eu não ía! Com tanto egoísmo! Um beijo.
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