quarta-feira, junho 06, 2007

Está certo, Eugénio de Castro

foto do Frederico

Homem, que fazes tu? Para quê tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, que a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa...

5 comentários:

GR disse...

Emilia gosto muito do poema e acho que retrata bem o quão importante e esquecida é a simplicidade e no quanto precisamos para viver. Esquecemo-nos de contemplar as coisas mais simples e procuramos nas mais complexas (e por vezes más) um sentido para a vida.
Beijinhos

Anónimo disse...

Eu-génio de Andrade ... para mim será sempre uma referência. Quanto mais leio, mais gosto. Mas será que a vida é "um punhado infantil de areia ressequida"? Ele pensa que sim, eu penso que não, exactamente pela Beleza que nos surge a cada passo... Basta estar atento. É urgente ensinar a aprender a ver. Vale apenas reler Rubem Alves. Beijos

Anónimo disse...

Peço desculpa, porque referi o poeta errado. Corrijo o nome, mas mantenho o comentário. Obrigada

MEHC disse...

Carmo: Não coloquei o poema por concordar ou não com o sentido dele, mas porque me encantam os poetas e as sonoridades que sabem encontrar. Não gosto dos sentidos nos versos do Cântico Negro do Régio, por exemplo, mas impressiona-me a força do poema.Não procuro concordar com o que lá está mas sentir a força da poesia.É mais ou menos isto, não sei se me expliquei bem...
Leio bastante Rubem Alves, sim. Obrigada pela dica.Vou reler, agora q as aulitas chegaram ao fim ;D
Bjos

soslayo disse...

Emília:

Ora não fosse Eugénio de Castro! É mesmo assim a vida escorre entre os dedos como areia! O que fazer? Talvez colocar um saco de plástico por baixo para apará-la! eheheheheheh. Um beijo