Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves
segunda-feira, abril 02, 2007
domingo, abril 01, 2007
31 Março 1975 / 31 Março 2007
32 anos de um casamento feito no Céu, bem vivido na Terra.
Deliciosa oferta das filhas, Catarina e Joana.
A elas, e também a Deus,
agradecemos.
sexta-feira, março 30, 2007
Simplicidade


Karin Weber Gallery, Hong Kong S p r o t t e Anniversary Exhibition in honour of his 94th Birthday
Sprotte, 2000, Stenogramm, Oil-tempera/Paper, 56,5 x 79,5 cm
O i l s & W a t e r c o l o r s
Opening: April 20th, 2007 at: 6:30 pm - 8:30pm
Exhibition dates: April 20th - May 11th, 2007


Mais informação sobre este pintor-filósofo, aqui:
quinta-feira, março 29, 2007
Mais um desafio!
7 coisas que faço bem:
1 – Trabalhar, trabalhar e trabalhar! Sou um bocado ‘trabalhólica’ mas tenho vindo a curar o vício e a melhorar (?) com a idade.
2 – Conduzir. A não ser por breves momentos em que o espírito está na lua, o que pode acontecer…
3 – Falar em público. Nunca me atrapalho, desde as provas orais do tempo de estudante.
4 – Ouvir, Falar, Ler e Escrever – por esta ordem. Na minha, mas também em várias outras línguas.
5 – Cantar. Com o desgaste das cordas vocais de professora, a voz tem vindo a ficar com um registo um pouco mais grave, mas nunca dou fífias, por ter bom ouvido também.
6 – Olhar. Pelo próximo, muito antes de olhar por mim.
7 - Cozinhar . O trivial, bem simples, porque o complicado eu nem tento!...Mas o que faço realmente bem é … comer!
( Também tenho boa memória para datas, tiro razoáveis fotografias, entendo-me mais ou menos bem com um computador… mas a Minds quer só 7, por isso, chega!!)
7 coisas que não faço ou não sei fazer:
1- Desenhar (mas que falta de geitinho!)
2- Subir ao telhado (mas tenho em casa quem saiba, e não é gato…)
3- Pintar os olhos ( porque não consigo vê-los, sem os óculos postos!)
4- Orientar-me por um mapa (mas o meu ‘pendura’, no carro, faz bem isso por mim…)
5- Costurar, bordar e outras ‘prendas’ femininas
6- Passar a ferro. Detesto! Sinto-me estúpida, em pé, com um objecto quente na mão, para cá e para lá, horas a fio…fugirei sempre desse trabalho doméstico!
7- Utilizar a mão esquerda, se a direita vier a estar impedida, o que espero não aconteça!
e a lista não ficaria por aqui…
7 coisas que me atraem no sexo oposto:
1- gestos de cavalheirismo e boa educação
2- uma voz bonita
3- um olhar sedutor
4- mãos expressivas
5- olhos que falam
6- convicções seguras
7- tolerância, compreensão
e muito mais…
7 coisas que digo frequentemente:
1- Queridinha? Levanta! (para acordar filha mais pequena que responde uhmm, já vou)
2- Come uma maçãzinha, Joana! (em tom de súplica, para conseguir que ela coma fruta)
3- Vem cá, boneco! (para chamar o neto)
4- Estou no computador! (resposta à pergunta: Onde estás?)
5- Oi,(influência brasileira) filhinha! (ao atender chamada da filha mais velha)
6- Nunca mais é dia 25! (dia de receber ordenado)
7- Ainda bem que é sexta-feira!(dia livre no trabalho)
7 actores/actrizes que admiro:
1- Robin Williams
2- Clint Eastwood
3- Meryl Streep
4- Sir Antony Hopkins
5- Luís Miguel Cintra
6- Ruy de Carvalho
7- Charlie Chaplin (sempre!)
e muitos outros…
7 filmes favoritos:
1- Tempos Modernos de Chaplin
2- Citizen Cane (O Mundo a Seus Pés) de Orson Wells
3- Casablanca ( Bogart !)
4- E Tudo o Vento Levou (Clark Gable, eterno favorito)
5- Driving Miss Daisy
6- Adivinha Quem Vem Jantar
7- Kramer vs Kramer
e mais, e mais...
Achei uma boa dica
Universidade de Aveiro lança motor de pesquisa
"Colcat" é o nome do mais recente motor de pesquisa bibliográfica desenvolvido pelos Serviços de Documentação da Universidade de Aveiro. Mais rapidez e eficácia na procura de informação e um leque abrangente de bibliotecas a pesquisar são as mais-valias do projecto, pioneiro a nível nacional. Contendo na base 180 mil livros da Biblioteca e Mediateca da UA o novo motor de pesquisa bibliográfica vem pôr fim a diversos problemas.
O Colcat é um sistema que permite executar, apenas com um clique, uma pesquisa simultânea e integrada nos catálogos de um conjunto de bibliotecas nacionais e estrangeiras. Disponível em acesso livre e gratuito no endereço http://cc.doc.ua.pt, este serviço tem como pontos fortes a rapidez na apresentação dos resultados, a eficácia no processo de procura de informação e a disponibilização de um leque bastante variado de fontes de informação.
Para além da Biblioteca da Universidade de Aveiro, o sistema faculta ao utilizador uma busca nas Bibliotecas das Universidades de Lisboa, Minho, Católica, Coimbra e das Faculdades de Letras, Economia, Engenharia e de Medicina da Universidade do Porto, na Biblioteca Nacional e Assembleia da República e, ainda, na California Digital Library e na U.K., Irlanda - COPAC .
quarta-feira, março 28, 2007
domingo, março 25, 2007
É preciso não esquecer
A imagem é a recordação de uma visita que a minha amiga C. e eu fizemos a uma amiga comum, colega de profissão que agora reside numa instituição. A G.
Falo com muita gente que confessa não ser capaz de enfrentar o choque de ver uma pessoa ser uma sombra de si própria e afirmam preferir guardar dela a recordação dos dias melhores. Afastam-se. Protegem-se. Mas as pessoas estão ali, são as mesmas que sempre foram. Com o passar do tempo e a chegada das doenças tornam-se um pouco diferentes, mas isso é só no exterior, não na sua essência. Tal como dizia Saint- Exupéry, só se vê bem com o coração, o essencial é invisivel para os olhos.
Conheci a G. há muitos anos, numa reunião geral de professores de Inglês representantes de todas as escolas da Madeira e Porto Santo. Ela foi professora mais de 50 anos, num colégio particular e 'tocou' muitas gerações de alunas.Ficámos amigas e mantinhamos um contacto assíduo. Depois ela aposentou-se, muito mais tarde do que é habitual pois tinha um dinamismo e um entusiasmo que não se esgotaram senão muito para lá dos 70 anos. A partir daí passámos a manter um ritual de tomar um 'chá das 5' quase todos os meses, convidando-nos uma à outra, alternadamente. Escolhíamos locais calmos para podermos conversar longamente e tinhamos afinidades que a diferença de gerações nunca afetou. Eu ia buscá-la à sua casa de portas e janelas vermelhas (no Funchal são habitualmente verdes...), tocava à campaínha e logo aparecia ela, de sorriso permanente, vestida de cores garridas, baton vermelho nos lábios bem desenhados, voz sonora de professora, feliz por darmos início à nossoa tarde de convívio. Ríamos com gosto, com as histórias que uma à outra contávamos. Foi assim durante anos.
Viúva e sem filhos, com apenas alguns poucos familiares residentes no estrangeiro, a G. está hoje numa instituição, que eu considero das melhores, mas preferia que tivesse podido manter-se na sua casa, com as ajudas domiciliárias que não conseguiu reunir. Talvez até nem pudesse fazer face aos custos dessa solução com o seu ordenado, já que durante muitos anos os professores do ensino particular nem estavam inscritos na Previdência.
Está uma sombra , mas é ela. Conserva muito daquilo que foi e continua a ser tudo o que foi para nós. Vamos voltar a visitá-la um dia destes. Julgo que se lembra de nós, embora fale agora pouco. Fica feliz com a nossa visita. A C. foi aluna dela. E tem um coração que bate em sintonia com o meu. Voltaremos lá, para levar-lhe a nossa companhia, sorrir com ela, mesmo sem muitas palavras. Ela precisa de saber que a não esquecemos.
segunda-feira, março 19, 2007
sábado, março 17, 2007
Que seria eu se fosse...
Desafio da Minds
Se eu fosse uma hora do dia, seria a do meio
Se eu fosse um astro, seria rei
Se eu fosse uma direcção, seria certa
Se eu fosse um móvel, seria imóvel
Se eu fosse um liquido, seria natural
Se eu fosse um pecado, seria original
Se eu fosse uma pedra, seria dura
Se eu fosse uma árvore, seria frondosa
Se eu fosse uma fruta, seria fresca
Se eu fosse uma flor, seria aberta
Se eu fosse um clima, seria temperada
Se eu fosse um instrumento musical, seria afinada
Se eu fosse um elemento, seria indispensável
Se eu fosse uma cor, seria púrpura
Se eu fosse um animal, seria irracional
Se eu fosse um som , seria harmoniosa
Se eu fosse música, seria coral
Se eu fosse estilo musical, seria eclético
Se eu fosse um sentimento, seria amizade
Se eu fosse um livro, seria aberto
Se eu fosse uma comida, seria saborosa
Se eu fosse um lugar, seria ermo
Se eu fosse um gosto, seria indiscutível
Se eu fosse um cheiro, seria a pão quente
Se eu fosse uma palavra, seria de conforto
Se eu fosse um verbo, seria transitivo
Se eu fosse um objecto, seria inquebrável
Se eu fosse peça de roupa, seria guardada
Se eu fosse parte do corpo, seria oculta
Se eu fosse expressão facial, seria sorriso
Se eu fosse personagem de desenho animado, seria o Speedy Gonzales
Se eu fosse filme, seria ‘Tempos Modernos’
Se eu fosse forma, seria circular
Se eu fosse número, seria ímpar
Se eu fosse estação, seria a Primavera
Se eu fosse uma frase, seria ‘Tempus Fugit’
quarta-feira, março 14, 2007
O que é a televisão?

Quando eu tinha nove anos, o meu pai lá concordou, com certa relutância, em comprar o primeiro aparelho de televisão. A minha vida mudou: ver televisão passou a constituir um dos meus passatempos favoritos. Não que tenha passado a ler menos, isso não. Mas as nossas atenções ficavam, ao serão e fins de semana, voltadas para a caixa mágica. As conversas versavam sobre programas vistos, notícias... Acho que passámos a olhar o mundo através daquele cubo sedutor. É certo que, através dele, viajavamos até lugares nunca sonhados, vimos os primeiros passos do Homem na Lua e sentimo-nos quase protagonistas, emocionámo-nos ao assistir ao funeral de Kennedy ... e, durante todos estes anos - 50 já!- continuámos a viver emoções através do que nos entra todos os dias pela casa dentro, trazido através da caixa mágica.
Não posso concordar inteiramente com a afirmação de LaFéria. Não é tão pouca assim a importância da televisão, mas admito que hoje prefiro outras janelas abertas para o mundo, sobretudo porque considero de fraca qualidade muitos dos programas transmitidos.
sábado, março 10, 2007
Grande festa tem véspera e dia seguinte!
Carta de Margarida Gonçalves Marques

imagem daqui: www.jimas.org
São rosas, Senhor!
Oferecer flores às mulheres, no dia 8 de Março, é tradição que se vai intensificando em geito de gratidão explícita pelo muito que uma metade da humanidade dispensa a outra metade.
Oferecer flores a mulheres fragilizadas pela patologia oncológica, sensíveis e de alma tantas vezes derrotada é mais raro e profundamente emocionante.
Foi o que aconteceu anteontem. Três voluntárias do Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro amanheceram no Hospital Central do Funchal carregadas de rosas, subiram ao 8º andar, desceram ao chamado hospital de dia e distribuíram-nas com felicitações a todas as senhoras (pacientes, acompanhantes e enfermeiras), comemorando a efeméride.
Durante momentos, pelo inesperado do acontecimento, brilharam os olhos, acenderam-se sorrisos, esqueceram-se episódios de dor e desalento. E houve até quem colocasse rosas no aparelho de tratamento, como há 30 anos se espetaram cravos nas armas da revolução.
Quando nasce um dia, ninguém sabe para o que nasce, mas lá que de vez em quando acontecem coisas bonitas até é verdade.
quinta-feira, março 08, 2007
sábado, março 03, 2007
Hoje andei ... a apanhar patos
Lá vem o pato
Pata aqui, pata acolá
Lá vem o pato
Para ver o que é que há
O pato pateta
Pintou o caneco
Surrou a galinha
Bateu no marreco
Pulou do poleiro
No pé do cavalo
Levou um coice
Criou um galo
Comeu um pedaço
De genipapo
Ficou engasgado
Com dor no papo
Caiu no poço
Quebrou a tigela
Tantas fez o moço
Que foi pra panela
Passeio de sábado à tarde
Vale a pena ir até lá e visitar esta exposição que permite uma visualização do Surrealismo, movimento fundamental no desenvolvimento artístico e literário do século XX.
Nesta mostra são dadas a conhecer 237 obras representativas do Surrealismo português, da autoria, entre outros, de Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, António Maria Lisboa, Carlos Eurico da Costa, Riaques Pereira, Fernando José Francisco, Isabel Meyrelles, Fernando Alves dos Santos, António Pedro, António Dacosta, Vespeira, Fernando Lemos, Cândido Costa Pinto.
É possível ver ainda obras de outros autores que, não estando tão directamente ligados ao movimento surrealista, foram por ele influenciados. Entre esses Eurico Gonçalves, Mário Botas, Paula Rego, António Areal, Raúl Perez, Ana Hatherly, Manuel Patinha, Manuel d'Assumpção.
fonte: Folheto da Exposição fotos: minhas
sexta-feira, março 02, 2007
Bastavam dois, mas nem assim...

'Veja o preço destes chicharros, 5 euros e 95! Quase 6 euros por um quilo de chicharro! Isto são mil e duzentos escudos na moeda antiga! Eu sou sózinha, bastavam-me dois, mas mesmo assim...
E afastou-se, com tristeza. A senhora tinha muito boa aparência mas deve sobreviver com uma magra pensão. Tem de usar toda a cautela e imaginação para poder fazer as suas refeições durante todo o mês, senão o dinheiro não chega.
Tantos como ela no meu país!













