sábado, dezembro 23, 2006

Rosas secas

Não
importa
que as rosas fiquem secas

Se elas foram colhidas
com amor.
Pior é quando
não há rosas
nem amor
para
colher
rosas.

Feliz Natal para eles

Para
Todos aqueles
Que não têm tecto
Os que não têm trabalho
Os que não têm família nem amigos
Os que estão doentes e sós
Ou não têm dinheiro para medicamentos
Os que não têm esperança
Nem vontade de sorrir às crianças
Para todos
Os que se cruzaram no meu caminho
E eu deixei seguir sem nada fazer por eles
Para eles
Eu queria um Natal Feliz
Hoje
E
Todos
Os
Dias

Saudades de outros Natais

ghost of Christmas past
static.flickr.com

Saudades de outros Natais. Eu era criança e tinha a ilusão de um mundo cheio das cores do arco-iris.Uma família unida à volta da braseira.Lá fora um frio de rachar mas a casa quente e cheia.Os avós, os tios, os primos suprindo a falta dos irmãos.O gorro, o cachecol e as luvas de ir à rua, as botas forradas, o casaco comprido, novo todos os anos a acompanhar o meu crescimento.Saudades dos cheiros das carnes, do arroz de forno, das batatinhas assadas.Do pão cozido em casa e guardado em panos de linho imaculado, nas arcas. Da água gelada nas torneiras. Das botijas a aquecer as camas.Da igreja cheia.Do mar de gente à saída,saudando-se com respeito.Saudades da bota na chaminé, à espera dos presentes, nada de Pai Natal mas uma fé enorme no Menino Jesus 'que dava saúde aos pais para comprarem', tudo o que fazia falta mas não mais do que isso. Nada de supérfluo. Nem a mais, nem de falta.Saudades da mesa grande, do silêncio dos novos quando falavam os mais velhos, do beijo ao avô a conceder licença para levantar.Saudades de outros Natais. Os meus pais ainda novos, eu uma criança.Saudades desses Natais.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Menino d' oiro

O meu menino é d'oiro
É d'oiro fino
Não façam caso
Que é pequenino
Não façam caso
Que é pequenino

O meu menino é d'oiro
D'oiro fagueiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro
Hei-de levá-lo
No meu veleiro

Venham aves do céu
Pousar de mansinho
Por sobre os ombros
Do meu menino
Do meu menino
Do meu menino

Venham comigo venham
Que eu não vou só
Levo o menino
No meu ternó
Levo o menino
No meu ternó

José Afonso

domingo, dezembro 17, 2006

Eu, na era da blogosfera ou muito antes

www.sunagency.ca

No fim de Setembro estavam referenciados 60 milhões de blogs, sendo criados a um ritmo de três milhões por mês.
Sou um grão de areia. Infinitamente pequena e insignificante.
Nada de novo. Isso eu já sabia reconhecer, muito antes do aparecimento da blogosfera.

"Missas do Parto" - Uma Tradição Madeirense


escultura em madeira policromada,
Igreja de NªSrªdo Ó, Sabará, Brasil

Entre 16 e 24 de Dezembro, desde tempos imemoriais, decorrem
por toda a ilha da Madeira novenas em honra de Nossa Senhora , a 'Virgem do Parto', Maria Mãe de Jesus, como forma de preparação para o Natal.
As nove Eucaristias são celebradas de madrugada, antes do nascer do sol e, mesmo com tempo frio, muitos fiéis acorrem à igreja e, depois da missa, tomam uma bebida quente, por vezes um café com um cheirinho de aguardente de cana e mel ou um copo de cacau e uma 'poncha'. Nalgumas paróquias uma banda filarmónica acompanha-os pelo caminho.
As missas são muito alegres e participadas, sendo entoados diversos cânticos em louvor da Virgem Maria.
Apesar da mudança dos tempos e dos hábitos, a tradição tem sido mantida. Até mesmo nas cidades.

III Domingo do Advento

http://www.jetro.de/

Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: "Que devemos fazer?"
Ele respondia-lhes: "Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos, faça o mesmo."

Vamos lá, vamos repartir!

A importância de falar idiomas

Uma fábula moderna...


O ratinho estava na toca, encurralado pelo gato, que, do lado de fora, miava:
- MIAU, MIAU, MIAU.
O tempo passava e ele ouvia:
- MIAU, MIAU, MIAU.
Depois de várias horas e já com muita fome o rato ouviu:
-AU! AU! AU!
Então deduziu: Se há cão lá fora, o gato foi embora. Saiu disparado em busca de comida e mal saiu da toca o gato:
NHAC!
Inconformado, já na boca do gato perguntou:
- P
*rra gato! Que m*r*a é esta?
E o gato respondeu:
- Meu filho, neste mundo globalizado de hoje, quem não fala pelo menos dois idiomas morre de fome!

Recebi esta fábula por e-mail, enviada por amiga,
professora de dois idiomas.
A mim, que o também sou, pareceu-me bastante adequada,
além de divertida.
Aqui fica.

sábado, dezembro 16, 2006

Sonhei?


Há dias, ao ligar o PC e aceder ao Google, vi que o logotipo incluia 'O Grito' de Munch. No dia seguinte não voltou a aparecer. Sonhei?

Edvard Munch (1863-1944)
Em menos de um minuto, a 22 de Agosto de 2004, perante visitantes, dois ladrões armados roubaram duas telas de Munch no Museu d'Oslo, na Noruega: Le Cri, uma das quatro versões e La Madone.

Já vi que 'O Grito' tem esta tendência para aparecer e desaparecer...


Um ano melhor


Desejo para a minha amiga M.L.
Hoje ela perdeu a sua Mãe,
ficou mais só no mundo.
Que continue a enfrentar a quimio
com determinação e força!
Às vezes não chove, desaba temporal.
Mas também dizem que
depois da tempestade, vem a bonança.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Padrão leopardo


As montras mostram-no, os desfiles também, as mulheres usam, abusam. Deve estar na moda.

Pode encontrar-se qualquer peça de roupa, interior ou exterior, em padrão leopardo. Malas de todos os tamanhos, em padrão leopardo. Cintos, luvas, guarda-chuvas, chapéus, lenços e toda a sorte de acessórios, em padrão leopardo.
Estofos de autocarros, abatjours, roupa de cama, coleiras e camas para cães e gatos, em padrão leopardo.
Não consigo achar-lhe qualquer beleza.Nunca tive nada nem conto vir a ter, em padrão animal.
Quando vejo, ondulando pela rua, uma dona em justas calças padrão leopardo, sapato leopardo no pé, bolsa leopardo ou mesmo apenas lenço leopardo no pescoço, revejo na memória as imagens desses maravilhosos gatos selvagens, verdadeiras obras primas da criação e não consigo impedir-me de pensar que só a eles é que o padrão fica bem.


segunda-feira, dezembro 11, 2006

Assim ganhei um afilhado



Há muitos anos atrás - tudo o que me aconteceu, digno de ser contado aqui, parece ter sempre ocorrido há muito tempo... - uma aluna de uma das minhas turmas de inglês
tinha falta de bases e lutava, no final do secundário, contra a probabilidade de ficar com a disciplina em atraso. Pedia que lhe desse o dez para passar. Fiz-lhe a contraproposta de ir lá para casa estudar nas férias e tentar o exame, como externa, em Setembro. Estudou bastante, às vezes almoçou lá em casa, no intervalo, e passou até com melhor nota do que o dez que lhe teria bastado.
Ganhei uma amiga para a vida.Anos depois,casou.Visitou-me para apresentar o marido e prometer que, quando nascesse o primeiro filho, ele seria meu afilhado.Cumpriu.E assim ganhei um afilhado.

P.S. Já tem 15 anos e não é como na foto. Cresceu, amadureceu e... cortou o cabelo.

Natal no Funchal










Decoração do Largo do Chafariz, no Funchal, para a época natalícia.

(Não, este não é um fotoblog, mas quase...
só para deleite de quem não tem tantos milhares de flores para ver, ao vivo)

Hoteis do Grupo Regency - Empresa solidária






Entre 9 e 16 de Dezembro, decorre no Café Golden Gate uma campanha de solidariedade levada a cabo pelos Hoteis do Grupo Regency no Funchal, a favor da Delegação Regional da APFADA - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer, instituição particular de solidariedade social que apoia doentes de Alzheimer e as suas famílias. A campanha tem por tema
Lembre-se de quem não se lembra

domingo, dezembro 10, 2006

Bananas da nossa 'fazenda'


Dou-lhes este destaque porque elas merecem: são absolutamente maravilhosas, doces e saborosas, fruto dos nossos cuidados, que exigem muito labor e despesa. O terreno onde crescem, aqui na ilha chamado 'fazenda', ordenada em 'mantas' e 'camalhões', é adubado com 'guano' e para o enriquecer, de forma natural, nele é enterrado o lixo vegetal produzido pela própria fazenda e pelo jardim anexo. São regadas com água de 'rega' de 'tornos', que corre em 'levadas'.
Desconfio que para esta descrição ser entendida por forasteiros, necessário se torna a utilização de um vocabulário de regionalismos. Ou do 'Elucidário Madeirense' obra de referência essencial.

Rua antiga empedrada em calhau


Uma das ruas mais antigas da cidade do Funchal, Madeira.
O empedrado é em 'calhau', trazido da praia, pedra roliça ou 'rolada' pelo mar.
Hoje pode ser vista no interior das Adegas de S.Francisco, da Madeira Wine Cº
Por esta rua eram descidos os tuneis de vinho Madeira, das adegas até ao embarque, no cais.


sábado, dezembro 09, 2006

Palavras



"Queria palavras tão reais como
chamas

E tão precárias
Palavras que vivessem só o tempo de
dizer a sua parte

No discurso do fogo..."


Alexandre O'Neill

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Almoço de homens

Imagem do presente

Imagem do passado

O netinho está a crescer: ontem foi a um ' almoço de homens' com o pai e o avô, enquanto a mãe participa num congresso, no Algarve.Já está a ficar longe o tempo das refeições de bébé. Mais fácil era descer uma garrafada de leite pela boquinha abaixo. Agora gosta de comer frango no KFC e menu juvenil no 'Donald', como ele diz. Se o pediatra descobre!

Popeye, versão no feminino


Filhota mais nova é, desde há muito , uma quase total anti-vegetariana, isto é, come sopinhas de vegetais mas não gosta, nem um pouco, de saladas, nem de verduras como acompanhamento ou componente de seus pratos favoritos - peixe ou carne.
Quando era pequena, cheguei a tentar convencê-la a comer ao menos 3 ervilhinhas, pagando-lhe pelo esforço. Nem assim! Cenouras, nada; legumes verdes, nem ver; saladas, à distância.
Há dias anunciou-me, via msn, que tinha descoberto um restaurante onde comera um delicioso manjar de massa com ... ESPINAFRES!!
Minha filha sempre fala verdade e eu queria acreditar mas... não conseguia. Ela resolveu então mandar prova documental. E não é que mandou esta foto, exuberante e divertida, que a faz quase candidata ao clube do Popeye?!
Tive que me render à evidência. Ninguém desgosta de uma coisa em definitivo. Está provado.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Pablo Neruda disse

Uma amiga que viveu longos anos na Madeira e agora vive na sua Alemanha de origem, enviou-me este texto que quero partilhar:

"Morre lentamente...
quem se transforma em escravo do hábito repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca, quem não se arrisca a vestir uma nova cor,
quem não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente...
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente...
quem evita uma paixão,
quem prefere os pontos nos "is" em detrimento de um redemoinho de
emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, os sorrisos dos bocejos.
Morre lentamente...
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite fugir dos conselhos sensatos, ao menos uma vez na vida.
Morre lentamente...
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente...
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente...
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte, ou da chuva incessante.
Morre lentamente...
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, quem não pergunta sobre um
assunto que desconhece, quem não responde quando lhe indagam sobre algo
que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves...
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar...
somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."

Pablo Neruda

O dia em que ele viu um sapatinho

Todos os anos, no Liceu, mãos habilidosas colocam num dos corredores perto da entrada principal, um Menino Jesus de Escadinhas, típico da Madeira. O Menino é representado em pé, no degrau superior e os degraus restantes são enfeitados com pequenos frutos, às vezes pequenos pães, pequenas figuras de presépio, jarras com os sapatinhos que florescem nesta época, pequenos ramos verdes de 'cabrinhas' colhidas na serra, fetos e ramos de alegra-campo.

Há anos eu tive um aluno cego a quem dava aulas de apoio, o Mário*. Além de cego, sofria de epilepsia e tinha descoordenação motora. De corpo grande, o Mário era uma criança no 10º ano a quem tinha faltado muito apoio na primeira infância. Deslumbrava-se com o conhecimento de pequenas coisas que no nosso quotidiano tomamos como certas e nelas por vezes nem reparamos.
Eu tinha a tarefa de lhe ensinar Técnicas de Tradução de Inglês, tarefa árdua, tanto para ele como para mim, mas muitas vezes acabávamos lendo pequenas histórias infantis que ele adorava ouvir, na última meia hora das duas horas de apoio que o cansavam e me cansavam. Outras vezes fazíamos um pequeno intervalo para que ele fosse ao bar lanchar e reencontrávamo-nos à subida da escada, para percorrermos juntos o imenso corredor, conversando disto e daquilo.
Numa época como esta, já o Menino Jesus de Escadinhas estava pronto no seu lugar habitual, passei por lá com o Mário e começei a descrever-lhe o que via. Peguei-lhe na mão e disse-lhe, levando-o a tocar nas delicadas pétalas de um sapatinho: Este é um sapatinho, Mário. Com um sorriso de deslumbramento e felicidade ele deteve-se a afagar com cuidado as pétalas e, ao fim de um tempo falou:
eu nunca tinha visto um sapatinho!

* nome fictício


A lamparina da nossa família

A propósito de um post anterior, Segredos da Esfinge comentou o significado da chama da vela e do fogo, pondo em evidência o seu valor simbólico como ligação dos nossos pensamentos e desejos a um mundo superior. Recomendo a leitura das suas palavras. Quantas vezes uma simples anotação minha tem estimulado os meus comentadores amigos a escrever textos bem mais interessantes e úteis do que os meus singelos apontamentos. Fico feliz que assim aconteça.

A matriarca da nossa família acende uma lamparina junto de um crucifixo sempre que algum acontecimento familiar requer uma ajuda divina, e não são poucas as vezes que o faz. Diz ainda que, ao acender a lamparina 'eleva o seu pensamento'.
A verdade é que todos nós achamos que esta prática é muito sensata e pedimos-lhe que acenda a lamparina sempre que vamos passar por uma situação difícil para a qual achamos necessário invocar uma 'mãozinha lá do alto'.
A lamparina acende-se para os exames dos mais novos, nas situações de doença grave dos mais velhos, nos nascimentos e sempre que algum de nós vai viajar de avião ou fazer viagem mais longa de automóvel.

Sentimo-nos bem com esta prática. Não é fraqueza do homem invocar auxílio divino. É natural. É Fé.

O exemplo vem de cima...

O governo japonês pôs a dieta dois secretários de estado da Saúde com excesso de peso, para consciencializar a população sobre as vantagens de uma vida saudável.
Os altos funcionários aceitaram sujeitar-se a escrutínio público: todas as segundas-feiras será feita divulgação, no site do Ministério da Saúde japonês, das suas fotografias, peso, consumo de álcool e metros caminhados, para assim serem conhecidos os progressos com a dieta.

Fonte: DN-Madeira

Acendamos a 1ª vela!

Este foi o 1º domingo do Advento

domingo, dezembro 03, 2006

Eleições na Venezuela




Hoje foi dia de eleições na Venezuela. Desejo que tudo tenha decorrido sem problemas. Para bem de todos, mas em especial dos muitos milhares de madeirenses que lá vivem e trabalham. E também porque quero que os meus amigos e afilhados de casamento, A. e D. , possam ter lá um futuro tranquilo.

Vem aí o Natal!

Teatro Baltazar Dias no Funchal



Mais, aqui:

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Cartão da Associação Alzheimer Madeira


Ao visitar os Museus do Vaticano - absolutamente espantosos! - fiquei deslumbrada.
Uma cena de um fresco de Rafael fez-me lembrar o trabalho da Associação de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer, onde faço voluntariado, e levou-me a fazer uma edição de cartões para serem utilizados na Associação ou vendidos para angariação de fundos. Na imagem vê-se Eneias, fugindo do Incendio no Borgo, transportando seu pai Anquises, acompanhado por seu filho, Ascanio.
A força da imagem transmite ideias e valores que estão presentes no nosso dia a dia: apoiar, cuidar, carregar se fôr preciso, porque temos mais força e podemos, devemos, ajudar os mais debilitados. Dando também testemunho aos mais jovens.

Restauração da Independência de Portugal


Sugiro, num dia como o de hoje, a audição do Hino da Restauração, abrindo este portal e carregando na caixa de música, em baixo, à direita.


A propósito do Hino da Restauração

O cardeal D. Henrique sucedeu ao rei D. Sebastião, desaparecido na infeliz batalha de Alcácer Quibir, contra os mouros em África.

Convocaram-se Cortes em Almeirm para se escolher um rei, de entre vários pretendentes, todos netos do rei D. Manuel I.

Não se chegou a acordo e, por morte do cardeal, D. Filipe II de Espanha invade Portugal e, nas Cortes de Tomar, é aclamado rei de Portugal com o nome de D.Filipe I (1580 - 1598).

Por sua morte é sucedido por D. Filipe II (1598 - 1621) e este por D. Filipe III (1621 - 1640).

Esta 3ª Dinastia (Filipina) espraiou-se por 60 desastrosos anos, para Portugal, em todos os aspectos.

Em 1637 tentou-se expulsar os espanhóis (revolta do «Manuelinho») sem sucesso.

Finalmente, a 1 de Janeiro de 1640, numa revolta encabeçada por 40 «Conjurados», é morto Miguel de Vasconcelos e é presa a Duquesa de Mântua, governantes a soldo de Espanha, restaurando-se a independência Portuguesa, tendo D. João IV por novo rei. Inicia-se uma vitoriosa campanha (Guerra da Restauração), contra a Espanha, que durou 28 anos, sendo terminada durante a regência de D. Pedro II.

(clique na partitura para obter uma imagem mais nítida da letra do Hino e cante também!)