Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves
sexta-feira, setembro 08, 2006
terça-feira, setembro 05, 2006
Happy 60th birthday Freddie Mercury...

Another red letter day
So the pound has dropped and the children are creating
The other half ran away
Taking all the cash and leaving you with the lumber
Got a pain in the chest
Doctor's on strike what you need is a rest
It's not easy love but you've got friends you can trust
Friends will be friends
When you're in need of love they give you care and attention
Friends will be friends
When you're through with life and all hope is lost
Hold out your hands cos friends will be friends right till the end
Now it's a beautiful day
The postman delivered a letter from your lover
Only a phone call away
You tried to track him down but somebody stole his number
As a matter of fact
You're getting used to life without him in your way
It's so easy love cos you got friends you can trust
Friends will be friends
When you're in need of love they give you care and attention
Friends will be friends
When you're through with life and all hope is lost
Hold out your hands cos friends will be friends right till the end
It's so easy love cos you got friends you can trust
Friends will be friends
When you're in need of love they give you care and attention
Friends will be friends
When you're through with life and all hope is lost
Hold out your hands cos friends will be friends right till the end
Friends will be friends
When you're in need of love they give you care and attention
Friends will be friends
When you're through with life and all hope is lost
Hold out your hands cos right till the end-
Friends will be friends
sexta-feira, setembro 01, 2006
Labour of Love

Na verdade estou muito ocupada, longe de casa, desempenhando um labour of love e estive até uns dias privada de acesso à internet... bem como de outras coisas e pessoas. Mais tarde explico. Prometo.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Só não é bem vindo quem não vem por bem
Uma das minhas amigas, estimada comentadora habitual, depressa se inscreveu no blogger e passou a comentar segundo a nova exigência, sem problemas.
Mas estranhei a falta de comentários de outros amigos, amigos grandes, que eu conheço e reconheço há muitos anos como pessoas da minha total confiança. Assustei-me com o seu desaparecimento.
Pedi conselho a quem me orienta nestes primeiros passos pela blogosfera e decidi voltar à forma anterior, para não passar a mensagem, totalmente longe das minhas intenções, de que não é bem vindo, mesmo quem vem por bem, se não tiver um blog. Não é isso não!!
Eu só não quero quem não vem por bem!
Por favor, meus amigos ! Voltem! O meu blog não existe para comunicar apenas com quem está inscrito na blogosfera! Mas com quem está inscrito na minha lista de amizades.
Se não puder contar com a presença dos meus amigos, só porque não estão inscritos no blogger, muito do sentido do meu blog deixa de existir.
Fico à vossa espera.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Bis-bis, o Regulus madeirensis
Peço licença à minha querida e ( não muito) antiga aluna Ana Luísa Correia, do DN-Madeira, para reproduzir aqui informação contida no seu artigo publicado na edição de ontem.O Bis-bis, o mais pequeno exemplar da avifauna madeirense, acaba de ser considerado espécie endémica da Região pela British Ornithological Union, por apresentar caracteristicas próprias que o fazem ser uma espécie à parte e não uma subespécie do grupo "Regulus".
Os cientistas basearam-se na análise genética da ave, que revelou diferenças das outras aves da família "Regulus" existentes nas Ilhas Baleares e Norte de África, tendo também registado o seu canto e pio distintos.
Na Região já existem duas outras aves classificadas como endémicas, a Freira da Madeira e o Pombo Trocaz, aguardando-se, ainda, a mesma distinção para o tentilhão.
Boas razões para os bird-watchers e outros amantes da natureza virem até cá!
Há anos organizei, com uma das minhas turmas de Inglês, um passeio numa Levada. Elaborei uma folha com uma série de tarefas, entre educativas e divertidas, para serem realizadas, individualmente ou em grupos, ao longo do dia. Uma dessas tarefas consistia em fotografar um Bis-bis. Aos bem sucedidos seria atribuido um prémio. Por ser muito pequenino e irrequieto, o Bis-bis revelou-se difícil de fotografar, o que exigiu muita aplicação aos fotógrafos amadores . Entre risadas e escorregadelas lá conseguiram o intento, às vezes pedindo a colaboração de turistas curiosos que passeavam também por lá e com quem acabavam à conversa -em Inglês, claro- e a partilhar o farnel.
domingo, agosto 20, 2006
O mal de Alzheimer, insidiosamente, a chegada...

Esquecimentos perturbadores, que nos deixam perdidos, desamparados, surpreendidos, atordoados.
Auxiliares de memória, os nomes dos filhos. Dos filhos deles. São nossos quê? ahh... sim... netos. Quando é que me tornei avô?
O meu quarto... onde é? como é que vou para lá? à direita? ahh, pois, do outro lado... claro... eu sei. A luz é... onde? ahh, aqui...
Hoje, em que mês estamos? dia? não sei, deve ser segunda-feira...ou ainda domingo, não sei...quando vamos para a mesa? já almoçámos?! quando? vocês têm a certeza? O tempo! O tempo! Hoje. Amanhã. Ontem... Quantos anos tenho? 30? 50? ahh, tenho mais, não é? muitos mais?
A desorientação no espaço. No tempo.
Depois ...
A dificuldade em encontrar as palavras, mesmo simples. O líquido escuro que tomamos depois de almoço. Café? Pois, o café. Aquilo para fechar a porta. Chave? Sim ... chave ... deve ser...
A falta de interesse. A indiferença. Não quero saber. Tanto me faz. Depois eu vejo isso.
A falta de vontade de conviver. Quando é que eles se vão embora? Não, não vou, eu fico aqui.
A higiene descurada. Banho? Já tomei... acho eu... os dentes... sim, já devo ter lavado...
As mesmas observações repetidas , uma vez, outra, outra. As mesmas perguntas, já respondidas.
A família e os amigos a perceber que alguma coisa não está bem. Está diferente. Será o feitio a mudar. A idade?
Uma inquietação. Uma ânsia de estar e, logo depois, não estar. Vou... para ali... onde... está bem, fico... não, vou ali...
Sinais de depressão? Dúvidas. Dúvidas. O que vamos fazer? É preciso avisar! Marcar consultas.
Rotinas alteradas. É melhor não ficar sózinho. Vamos! Vamos dar uma volta! É preciso espairecer. Arejar!
Todos estamos a precisar de espairecer!
sábado, agosto 19, 2006
sexta-feira, agosto 18, 2006
Paul Newman

Fica aqui uma história dedicada às 'meninas' do meu tempo. Se alguma delas disser que, na situação relatada, sairia dali apenas deliciada com o gelado ... eu não acredito!
A Michigan woman and her family were vacationing in a small New England
One Sunday morning, the woman got up early to take a long walk. After a brisk five-mile hike, she decided to treat herself to a double-dip chocolate ice cream cone. She hopped in the car, drove to the center of the village and went straight to the combination bakery/ice cream parlor.
There was only one other patron in the store: Paul Newman, sitting at the counter having a doughnut and coffee. The woman's heart skipped a beat as her eyes made contact with those famous baby-blue eyes. The actor nodded graciously and the star-struck woman smiled demurely.
"Pull yourself together" she chides herself. "You're a happily married woman with three children; you're forty-five years old, not a teenager!
The clerk filled her order and she took the double-dip chocolate ice cream cone in one hand and her change in the other. Then when she went out the door, avoiding even a glance in Paul Newman's direction. When she reached her car, she realized that she had a handful of change - but her other hand was empty. Where's my ice cream cone? Did I leave it in the store? Back into the shop she went, expecting to see the cone still in the clerk's hand or in a holder on the counter or something. But no ice cream cone was in sight.
Ao Verão
o mar em Santa Cruzfoto: minha
De frutos e de azul, que doirada mistura!
Eu já vira este corpo... Aonde, se não fora
a minha juventude? Assim eu a sonhara:
quisera, em sua face, a minha, trasmudada!
Quão errado cresci! Outra foi a escultura
que o destino preferiu... - Mas o verão continua
a criança que fui, paciente, a exumar
o templo da Beleza, oculto ao pé do mar.
A Arte de Amar
Intemporal
No canto superior esquerdo da partitura da canção de embalar, tema do post anterior, os meus pais escreveram esta dedicatória:Recordando os belos tempos em que eras um bébé - querido e te embalavamos ternamente, cantando esta melodia... doce, doce como a felicidade que nos davas... Com beijinhos dos teus pais
Mais um achado, no baú das memórias.
A mesma canção já atravessou duas gerações e ainda às vezes é cantada, baixinho, para mais um lindo bébé, que a ouve muito quietinho, antes de adormecer.
Sentimental? Deixem a idade chegar...
Canção de embalar
A lua nasceu
E cresceu
No além
a noite chegou
também.
Meu bébé vai dormir,
Vai dormir e sonhar
Deixa a lua subir
Lá no ar
A roca poisou
E largou
Sem chorar.
Seus olhos vai já fechar.
Nada pode impedir
Que o bébé durma bem,
Nem papão há-de vir
Nem ninguém.
A estrela polar,
A brilhar
Lá no céu,
Também para ti desceu.
Então tu, meu bébé,
Podes rir e brincar.
Mas a lua não é
P'ra estragar!
E tens, porque eu sei
E roguei
Ao Senhor,
Um sonho de paz e amor.
Amanhã contarás
Tud'o que se passar
E depois voltarás
A sonhar.
Tu verás, meu amor
Como é bom sonhos ter.
Deus te dê o melhor
Do que houver!
Anjo meu, faz ó ó
Que eu velo por ti
Só aos anjos a lua sorri!
Versos de Manuel Azambuja
Música de Nóbrega e Sousa
Copyright 1952 by Sassetti & Co. Editores
quinta-feira, agosto 17, 2006
Arrumações
Não aprendi o suficiente mas, a minha mãe, num enlevo, costumava pedir-me, vezes sem conta: toca 'Para Elisa' e eu, laboriosamente, para lhe agradar, a ela mais do que a mim, lá conseguia produzir uma versão aceitável, algo simplificada, do 'Für Elise' de Beethoven.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Terminou a guerra Israel - Líbano ?
Ai quem me dera
Ai, quem me dera terminasse a espera
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor
Ai, quem me dera uma manhã feliz
Ai, quem me dera uma estação de amor
Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai, quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera, ouvir, na Primavera
Alguém chamar por mim
domingo, agosto 13, 2006
Bananeira parida

Para os não madeirenses, registo a curiosidade de cada bananeira apenas dar um cacho e dever ser cortada quando o cacho é apanhado. É deixada uma parte do seu tronco, como alimento para o novo rebento que, entretanto, vai crescendo ao lado. É o maravilhoso ciclo de vida da sábia mãe-natureza.
Melancolia estival
sábado, agosto 12, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006
Férias, frango, piratas e pipocas
Tarde de férias. Família ocupada, cada qual a seu modo. Tarde livre. Sol encoberto, praia sem graça. Cidade vazia. Madeira Shopping, programa pouco original. Almoço calórico. Frango frito no KFC, duas bolas de gelado. Passagem rápida pela Bertrand, a caminho do cinema. Piratas das Caraíbas.Balde de pipocas.Ufff!
Fiquei farta: do frango, que tinha gordura a mais; do filme, que nunca mais acabava; do balde de pipocas, grande demais; de andar a entreter-me sózinha, em agosto, nas férias, sem vontade para fazer coisas mais interessantes como: ler um bom livro, revisitar um museu ou um jardim público, dar uma caminhada a pé ou... navegar aqui pela blogosfera.
Mas, não estamos na silly season? Então, tanta silliness só pode ser... do calor.
imagem de pirataria em:
www.cuatrogatos.org/2piratas.htm
quinta-feira, agosto 10, 2006
É tarde! É tarde! É tarde!
quarta-feira, agosto 09, 2006
Não só de futebol vive Portugal
Eu, que ao tempo do Mundial de Futebol andei por aqui a postar entusiasmos, acho de toda a justiça realçar agora a conquista da medalha de ouro nos 100 metros nos Campeonatos Europeus de atletismo que estão a decorrer em Gotemburgo, Suécia. O português Francis Obikuelu venceu, à vontade, a distância, o que nos deve encher de orgulho.Já agora, refiro ainda que um moçinho madeirense chamado Marcos Freitas também há pouco triunfou a nível internacional, sagrando-se campeão europeu de juniores em tenis de mesa.
Tanto alarido futebolístico e, se calhar, falta alarido suficiente à volta destes outros heróis nacionais, formidáveis em modalidades menos populares.
terça-feira, agosto 08, 2006
segunda-feira, agosto 07, 2006
Saudações leoninas
Leoninos famosos
Robert de Niro Caetano Veloso Mick Jagger Roman Polanski Stanley Kubrick
Perfil Astrológico
Nota sobre a imagem escolhida: É uma leoa e não um leão. Pois se é ela que faz o trabalho todo enquanto ele dorme, merece. Quem é que caça? Quem é que cuida dos filhotes? É ela!
A todos os leões e leoas, como eu, as minhas saudações!
Há 40 anos a unir as duas margens do Tejo
in JN, 6 agosto 2006
Eu ia fazer 17 anos e os meus pais organizaram uma comemoração do meu aniversário que incluia atravessar a ponte pela primeira vez. Lembro-me que a fila de carros, com a mesma ideia, era gigantesca. Um acontecimento digno de registo. A ponte, lindissima, dava-nos a oportunidade sonhada de alcançar a margem sul num instante e o Tejo, ali por baixo de nós, era uma visão de maravilhosa vertigem.
domingo, agosto 06, 2006
Centenário do Dr. João de Lemos Gomes - Melos



fotografias D.R. na Revista do DN-Madeira
Insucesso escolar
Oito em cada dez alunos têm dificuldade em seguir raciocínio
Data: 06-08-2006
Cerca de oito em cada dez alunos com insucesso escolar dizem ter dificuldades em seguir raciocínios e métodos de ensino dos professores, apesar da grande maioria daqueles estudantes apresentar níveis normais de capacidade de aprendizagem.
Segundo estudos do Instituto da Inteligência realizados entre Maio de 2004 e Maio de 2006, a que a Lusa teve acesso, 70 por cento dos 400 alunos interrogados preferem apostar na memorização tendo em vista os testes de avaliação, alegando que não têm tempo para raciocinar sobre novas aprendizagens.
«Os testes escolares acabam por avaliar aquilo que os alunos foram capazes de memorizar para as provas e não o que, na verdade, conseguiram aprender», concluiu o Instituto da Inteligência.
Sujeitos a provas de avaliação neuropsicológica e de desempenho cognitivo (percepção, atenção, memória e destreza mental), 77,3 por cento dos 400 alunos apresentaram capacidades de aprendizagem normais, 12,1 por cento acima da média e apenas 10,6 por cento dos estudantes apresentaram aprendizagem abaixo do normal.
Para Nelson Lima, neuropsicólogo e investigador do Instituto da Inteligência, «o insucesso escolar entre o 1º e o 3º ciclos nem sempre está relacionado com a capacidade de aprendizagem dos alunos, mas sim com os métodos de ensino».
Assim, 89 por cento dos alunos, entre os oito e os 14 anos, com dificuldades de aprendizagem dizem-se «completamente perdidos» no que toca a métodos de aprendizagem, pois «ninguém lhes ensina nada».
Por sua vez, os professores (82 por cento de uma amostra de 250) afirmam não «ter tempo» ou não estar preparados para ensinar métodos de estudo aos alunos.
«Precisamos urgentemente de uma escola menos dogmática e burocrática e de um ensino mais compatível com o cérebro, de forma a incentivar o pensamento criativo e a inteligência dos alunos, em vez de se satisfazer com aprendizagens apressadas e fragmentadas, feitas à custa da capacidade de memorização dos alunos», concluiu o documento.
Instados a esclarecerem melhor o problema da compreensão das
matérias, os alunos apontaram, entre outras, «dificuldades na
descodificação do discurso dos professores» (94 por cento), «ausência de métodos de estudo» (98 por cento) e «dificuldade em gerirem os tempos de estudo necessários a cada disciplina» (57 por cento).
«A dificuldade de descodificação não resulta apenas de défices linguísticos ou de falta de atenção dos alunos. Surge mais como uma deficiência dos métodos de ensino, que resultam de um modelo educativo que não é compatível com o processamento de informação do cérebro da grande maioria dos alunos», acrescenta o investigador.
Para Nelson Lima, o insucesso escolar é um problema que está «para continuar» e que terá tendência para se agravar, já que não se vislumbram medidas de fundo que resolvam os verdadeiros problemas do sistema.
Lá, onde eles estão
sábado, agosto 05, 2006
Manda Jaquim

Não conhecia quase nada acerca desta ilha. Sabia que fazia parte de um arquipélago. Uma série de manchinhas no oceano Atlântico, lá no mapa da sala de aula.
Tinha ouvido falar da beleza da ilha, das flores, que era chamada a pérola do Atlântico, mas não fazia ideia do seu tamanho. Imaginava-a pequena, capaz de ser percorrida ... a pé (!!).
O meu pai, que também ainda não conhecia a Madeira mas era bem mais sábio do que eu, recomendou-me que levasse comigo o meu carrito, o Jaquim: Olha que vai fazer-te falta. A Madeira é bem maior do que imaginas.
Embora me desagradasse a ideia de me separar do Jaquim, não dei ouvidos ao conselho do meu pai. Ora, para quê? Não é preciso. Fica aí na garagem e, de vez em quando, anda com ele ou dá-lhe a mise.
E lá vim para a Madeira. Sem o Jaquim.
Bem, bastaram uns dias para concluir que tinha feito uma burrice e que o meu pai, como tantas outras vezes, tinha razão. Quando comecei a ver as ruas do Funchal, cheias de subidas e descidas, e o muito que havia para conhecer, fora da cidade, corri para a estação de correios, frente ao Liceu, e enviei um telegrama urgente ao meu pai:
O Jaquinzinho

Austin Mini Clubman,1971,
matrícula EG-71-96
Fomos escolher o carro. Um Mini Clubman amarelo abóbora (!), por cinquenta e nove mil escudos.
Ao regressar a casa, a minha mãe olhou para o meu primeiro carro e, entre surpreendida e desanimada, exclamou: Oh, mas é tããão pequenino. Parece mesmo ... um Jaquinzinho.*
E a partir desse dia, o meu carrito foi sempre chamado Jaquim ou Jaquinzinho. Serviu-me, com valentia, durante onze anos. Nunca teve avarias nem acidentes e, uma vez roubado, foi recuperado... intacto. Só o troquei, com muita pena, quando a minha família aumentou de tal modo que, dentro dele, mais parecia, mantendo as analogias piscícolas, sardinha em lata.
* Jaquinzinho: nome que se dá ao carapau pequenino, servido frito, com açorda ou arroz, iguaria popular muito apreciada
Cuidado com o sol!
Têm sido divulgados constantes avisos durante estes dias de calor intenso: os índices de raios UV, particularmente nocivos, estão muito elevados, em especial na Madeira.
Recomendações:
(nestas horas, ir a um museu, ao cinema ou a um shopping)
aumentar a ingestão de líquidos, não gaseificados nem muito doces
usar protector solar
fazer refeições leves
Bonita da Madeira

Um bom programa para um dos dias destas férias, quem sabe? Quando não se pode ir mais longe, fica-se aqui mesmo, pela babujinha*...
* babuja, babujinha - 1. superfície da água 2. meio de vida fácil, de pouco trabalho e nenhuma responsabilidade
in Falares da Ilha, pequeno dicionário da linguagem popular madeirense, Funchal (Madeira)-1961
Ir arriba dos pés
Nada mais claro! A expressão remonta ao tempo das fossas, com tábuas em cima, onde o utilizador se equilibrava e... com mais ou menos sucesso, lá ia arriba dos pés!
sexta-feira, agosto 04, 2006
Família ao mar
Enquanto a família (parte dela, visto que a outra parte anda à descoberta dos Açores), se refresca no vasto oceano, a mim resta-me registar os momentos de frescura e férias.E ficar no cais, a ver navios. Literalmente.
Não é fácil, nesta nossa ilha da Madeira sem praias naturais. E o Porto Santo, essa praia de sonho, é para quem pode... sonhar.
terça-feira, agosto 01, 2006
Férias, primeiro dia

Mais dia, menos dia, todos os professores entram de férias nesta altura. Terminados os exames, feitas as matrículas para o próximo ano lectivo, organizadas as novas turmas, constituidas as equipas para elaborar os horários, é tempo de descansar, mudar a rotina. E reganhar forças, coragem, para voltar.
Acabei o meu 35º ano de serviço. Já me custa a ideia de voltar... longe o fulgor dos anos passados, distante o entusiasmo de outros tempos.
A escola mantem-se a funcionar, no verão, a meio ritmo. Sem os alunos, parece quase adormecida.
Sabe-me bem agora esse silêncio. Dantes preferia as vozes, o movimento, os espaços cheios.
Hoje fui lá. Vi os corredores e as escadas vazias, despedi-me de quem estava, começo férias hoje! Até setembro! Boas férias para todos! Eu volto!
Até breve, "casa cor-de-rosa!" Eu vou voltar.
Vou voltar, até mesmo quando as escadas e os corredores me parecerem montanhas e mares intransponíveis.
Até encontrarem, nas leis que eles fazem, o meu direito a ir para a reforma.































