na memória do mundo
Que o horror não se repita
NUNCA MAIS!
Tentar "descobrir a música que se toca dentro do nosso corpo, inaudivelmente, apesar dos ruídos da estática que enchem o nosso espaço". Rubem Alves



Oito em cada dez alunos têm dificuldade em seguir raciocínio
Data: 06-08-2006
Cerca de oito em cada dez alunos com insucesso escolar dizem ter dificuldades em seguir raciocínios e métodos de ensino dos professores, apesar da grande maioria daqueles estudantes apresentar níveis normais de capacidade de aprendizagem.
Segundo estudos do Instituto da Inteligência realizados entre Maio de 2004 e Maio de 2006, a que a Lusa teve acesso, 70 por cento dos 400 alunos interrogados preferem apostar na memorização tendo em vista os testes de avaliação, alegando que não têm tempo para raciocinar sobre novas aprendizagens.
«Os testes escolares acabam por avaliar aquilo que os alunos foram capazes de memorizar para as provas e não o que, na verdade, conseguiram aprender», concluiu o Instituto da Inteligência.
Sujeitos a provas de avaliação neuropsicológica e de desempenho cognitivo (percepção, atenção, memória e destreza mental), 77,3 por cento dos 400 alunos apresentaram capacidades de aprendizagem normais, 12,1 por cento acima da média e apenas 10,6 por cento dos estudantes apresentaram aprendizagem abaixo do normal.
Para Nelson Lima, neuropsicólogo e investigador do Instituto da Inteligência, «o insucesso escolar entre o 1º e o 3º ciclos nem sempre está relacionado com a capacidade de aprendizagem dos alunos, mas sim com os métodos de ensino».
Assim, 89 por cento dos alunos, entre os oito e os 14 anos, com dificuldades de aprendizagem dizem-se «completamente perdidos» no que toca a métodos de aprendizagem, pois «ninguém lhes ensina nada».
Por sua vez, os professores (82 por cento de uma amostra de 250) afirmam não «ter tempo» ou não estar preparados para ensinar métodos de estudo aos alunos.
«Precisamos urgentemente de uma escola menos dogmática e burocrática e de um ensino mais compatível com o cérebro, de forma a incentivar o pensamento criativo e a inteligência dos alunos, em vez de se satisfazer com aprendizagens apressadas e fragmentadas, feitas à custa da capacidade de memorização dos alunos», concluiu o documento.
Instados a esclarecerem melhor o problema da compreensão das
matérias, os alunos apontaram, entre outras, «dificuldades na
descodificação do discurso dos professores» (94 por cento), «ausência de métodos de estudo» (98 por cento) e «dificuldade em gerirem os tempos de estudo necessários a cada disciplina» (57 por cento).
«A dificuldade de descodificação não resulta apenas de défices linguísticos ou de falta de atenção dos alunos. Surge mais como uma deficiência dos métodos de ensino, que resultam de um modelo educativo que não é compatível com o processamento de informação do cérebro da grande maioria dos alunos», acrescenta o investigador.
Para Nelson Lima, o insucesso escolar é um problema que está «para continuar» e que terá tendência para se agravar, já que não se vislumbram medidas de fundo que resolvam os verdadeiros problemas do sistema.



Enquanto a família (parte dela, visto que a outra parte anda à descoberta dos Açores), se refresca no vasto oceano, a mim resta-me registar os momentos de frescura e férias.





Estou duplamente em posição de poder dizer que hoje já não é assim, mas quando eu estava para nascer, cinco anos e vários precalços passados, o meu pai sonhava ardentemente com um filho homem.
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Um dia...
Hoje estou muito triste, mas não é pelo nosso 4º lugar no Campeonato Mundial. É pela notícia da morte de seis bombeiros que tentavam combater um enorne incêndio no norte do país. Com a euforia do futebol andavamos esquecidos das nossas dificuldades e o flagelo dos incêndios, mal começa o verão, é uma das maiores. Quando é que vamos ter condições de acabar com a destruição das nossas matas e florestas? Quando é as entidades responsáveis vão tomar verdadeiras medidas que travem esta desgraça que nos priva, todos os anos, de enormes àreas verdes? E nos deixa de luto pelos que perdem a vida neste combate desigual.
Ontem à noite estava com um sentimento de derrota. Dormida uma noite e, depois de uma caminhada ao sol, que acordou luminoso e quente, vejo com mais clareza o que aconteceu.


(Text von Friedrich von Schiller, FREUDE, schöner Götterfunken, Deine Zauber binden wieder, Wem der große Wurf gelungen, Ja, wer auch nur eine Seele FREUDE trinken alle Wesen Küsse gab sie uns und Reben, Froh wie seine Sonnen fliegen, Seid umschlungen, Millionen! Ihr stürzt nieder, Millionen? |
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O Bailinho da Madeira
O "brinquinho" é o instrumento regional típico da Madeira, em que um grupo vestido com o traje regional dança em torno.
Este instrumento musical é composto por um conjunto de bonecos de paus (vestidos com o traje tradicional), castanholas e fitilhos, dispostos numa cana de roca e movimentado pelo portador, com movimentos verticais.
A maioria das pessoas conhece este "bailinho". No entanto existe outro, mais popular e rústico chamado "brinco", que os camponeses tocam nos arraiais típicos.
Sem qualquer regra ou restrição, é cantado e bailado por todos. Basta querer entrar na roda.
O "brinquinho" é apenas utilizado no bailinho coreografado que surgiu quando começaram a aparecer os primeiros ranchos folclóricos, há cerca de 50 anos. Actualmente são estes que retratam as danças e cantares da Ilha da Madeira